Emissões de títulos de dívida somam perto de 320 mil milhões

Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes somavam 319.583 milhões de euros no final de novembro, mais 1.200 milhões de euros do que no mês anterior, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

© LUSA/CARLOS M. ALMEIDA

De acordo com o banco central, para este aumento contribuíram as emissões de títulos de dívida do setor financeiro e das empresas não financeiras, que excederam as amortizações em 2.400 milhões de euros e em 200 milhões de euros, respetivamente.

Em sentido contrário, as amortizações de títulos de dívida das administrações públicas excederam as emissões em 1.500 milhões de euros.

Os títulos de dívida das administrações públicas registaram ainda juros corridos no valor de 300 milhões de euros.

Segundo o BdP, para a diminuição do valor total dos títulos de dívida contribuíram também as desvalorizações, de 200 milhões de euros, verificadas nos diferentes setores, com destaque para os títulos de dívida do setor financeiro, que desvalorizaram 100 milhões de euros.

No final de novembro, o valor total de títulos de dívida emitidos pelas administrações públicas era de 186.915 milhões de euros, correspondendo as emissões líquidas de amortizações acumuladas no ano a 9.400 milhões de euros, menos 1.100 milhões de euros do que no final de novembro de 2024.

No período, os títulos de dívida ESG (Ambiental, Social e Governança, na sigla em inglês) vivos emitidos por entidades residentes totalizavam 14.200 milhões de euros (o correspondente a 4,4% do ‘stock’ total de títulos de dívida emitidos por residentes), menos 122 milhões do que no mês anterior.

Para esta diminuição contribuíram as amortizações, que superaram as emissões em 97 milhões de euros e a respetiva desvalorização.

O BdP indica ainda que, no final de novembro, estavam previstas para os 12 meses seguintes amortizações de títulos de dívida no valor de 47.200 milhões de euros, o equivalente a 14,5% do ‘stock’ de títulos vivos (valor nominal) naquela data.

Destacam-se a amortização de títulos de dívida de empresas não financeiras prevista para dezembro de 2025, de 6,9 milhões de euros, e a amortização de títulos de dívida das administrações públicas, prevista para julho de 2026, de 12.700 milhões de euros.

Quanto às ações cotadas, o ‘stock’ emitido por entidades residentes atingiu 73.400 milhões de euros no final de novembro, menos 2.900 milhões de euros do que no fim do mês anterior.

O BdP detalha que esta descida refletiu as desvalorizações, de 3.700 milhões de euros, das ações das empresas não financeiras, parcialmente compensada pelas valorizações, de 850 milhões de euros, das ações do setor financeiro.

Últimas de Economia

O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 254,99 euros, mais 0,60 euros relativamente à semana anterior, foi hoje anunciado.
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação vai acelerar para 3,1% no segundo trimestre de 2026 devido ao aumento dos preços da energia causado pela guerra no Médio Oriente.
A atividade económica em Portugal registou uma quebra na última semana de março, de acordo com o indicador diário divulgado hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
As taxas Euribor desceram a seis e 12 meses e subiram a três meses hoje, face a quarta-feira.
Os concursos de empreitadas de obras públicas promovidos até fevereiro diminuíram 35% em número e 49% em valor face ao mesmo mês de 2025, respetivamente para 467 e 861 milhões de euros.
O consumo de eletricidade atingiu, entre janeiro e março, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre em Portugal, registando um máximo de 14,6 Terawatt-hora (TWh), segundo informou a REN - Redes Energéticas Nacionais em comunicado.
Os consumidores em Portugal contrataram em fevereiro 769,4 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 10,8%, enquanto o número de novos contratos recuou para 134.697, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os pagamentos em atraso das entidades públicas fixaram-se em 369,7 milhões de euros em fevereiro, uma subida de 5,8 milhões de euros face ao período homólogo e de 34,5 milhões face a janeiro, foi hoje anunciado.
Os preços das casas estão a aumentar ininterruptamente em Portugal desde que o primeiro governo de Luís Montenegro tomou posse, em 02 de abril de 2024, contribuindo para agravar uma crise ainda sem solução à vista.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 1.560 milhões de euros em fevereiro, para 282.711,2 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).