Urgência em rutura: enfermeiros recusam passagem de turno no Hospital de Santarém

Falta de profissionais, pico de gripe e corredores cheios levam equipa a protestar logo às 8 da manhã. Administração admite pressão extrema e promete soluções.

© D.R.

A pressão atingiu o limite no Serviço de Urgência do Hospital de Santarém. A equipa de enfermagem que entrou ao serviço às 8 horas de segunda-feira recusou-se a realizar a passagem de turno, num protesto contra a falta de recursos humanos para dar resposta ao elevado número de doentes internados e de utentes em espera, conta o jornal online Rede Regional.

O episódio surge após dois dias de afluência excecional às urgências, impulsionada pelo aumento abrupto de casos de gripe e infeções respiratórias. Segundo os próprios profissionais, a escalada de doentes não foi acompanhada por qualquer reforço efetivo das equipas, empurrando o serviço para um cenário de quase rutura.

Relatos recolhidos junto de utentes, familiares e trabalhadores descrevem um ambiente caótico: todas as camas ocupadas, doentes internados nos corredores e macas espalhadas por áreas de apoio. De acordo com o jornal online, no sábado, a situação agravou-se ao ponto de ficarem retidas, durante algumas horas, macas de vários corpos de bombeiros que tinham transportado doentes para a urgência.

A Unidade Local de Saúde (ULS) Lezíria reconhece a pressão sentida, mas classifica a retenção das macas como uma situação “transitória”, assegurando que foi rapidamente ultrapassada com o reforço de macas próprias, sem comprometer a resposta de emergência. Questionado sobre a recusa da passagem de turno, o Conselho de Administração admite dificuldades e garante que estão “a ser estudadas soluções para reforçar a capacidade de internamento e as equipas de profissionais de saúde”.

Últimas do País

Um dos quatro detidos por crimes violentos alegadamente cometidos no Grande Porto, como rapto, sequestro ou coação, ficou hoje em prisão preventiva, enquanto os outros três arguidos saíram em liberdade com apresentações bissemanais às autoridades.
A direção da Escola Infantil A Flor, no Porto, avisou no final de abril os pais de 40 crianças de que a creche encerra em junho, por falta de condições financeiras e problemas estruturais no edifício, deixando famílias sem solução.
A Polícia Judiciária abriu um inquérito ao caso do acesso indevido a registos de utentes do SNS, entre os quais crianças, na sequência de suspeitas de utilização por terceiros das credenciais de um médico na ULS do Alto Minho.
Uma agente imobiliária e três solicitadoras detidas há um ano no Algarve foram acusadas de 60 crimes de burla qualificada e 72 de falsificação de documento, num esquema que lhes rendeu 3,9 milhões de euros, foi hoje divulgado.
Cerca de 2.000 crianças foram vítimas de acidentes rodoviários em 2025, segundo dados da GNR que indicam também que, nos primeiros quatro meses de 2026, já foram registados mais de 500 acidentes com menores.
O Serviço SOS Pessoa Idosa da Fundação Bissaya Barreto, Coimbra, denunciou hoje que triplicou o número de processos relacionados com situações mais graves e complexas encaminhados para o Ministério Público em 2026.
Cerca de 70 bombeiros, apoiados por 26 viaturas, combatem um incêndio num armazém de gestão de resíduos plásticos em Taveiro, no concelho de Coimbra, que deflagrou na madrugada de hoje, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.
Providência cautelar aceite pelo Tribunal Administrativo de Lisboa suspende decisão da autarquia de Carlos Moedas que determinava a retirada do outdoor político do CHEGA.
Um homem, de 23 anos, ficou em prisão preventiva indiciado por sete crimes de furto qualificado em residências e estabelecimentos industriais, cometidos no concelho de Vila Verde, distrito de Braga, indicou a GNR.
Sondagem do Diário de Notícias coloca partido liderado por André Ventura à frente da AD. CHEGA surge com 23,5% enquanto a AD regista 23,2%.