Enfermeira diretora da ULS Amadora-Sintra demitiu-se

A enfermeira diretora da ULS Amadora-Sintra demitiu-se do cargo, alegando não existirem condições para continuar a exercer funções, anunciou hoje a instituição.

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O Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora-Sintra adiantou em comunicado que a enfermeira diretora apresentou o seu pedido de renúncia ao cargo na quarta-feira.

“Esta decisão fundamenta-se na inexistência de condições para a continuidade do exercício de funções, apesar dos esforços desenvolvidos pelo conselho de administração, cujo presidente foi demitido há mais de dois meses, sem que a tutela tenha ainda assegurado a respetiva substituição”, salientou.

O conselho de administração confirmou igualmente ter recebido, posteriormente, a declaração de escusa de responsabilidade apresentada pela equipa de enfermagem do Serviço de Urgência Geral (SUG) do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca.

O conselho de administração “reconhece a elevada pressão assistencial” vivida no Serviço de Urgência Geral, “num enquadramento nacional marcado por significativos constrangimentos do Serviço Nacional de Saúde, particularmente agravados nos períodos de maior afluência sazonal”.

Reconhece igualmente o empenho, profissionalismo e dedicação dos enfermeiros e dos restantes profissionais de saúde, que, afirma, “continuam a assegurar cuidados em circunstâncias excecionais e particularmente exigentes”.

O presidente do conselho de administração, Carlos Sá, “tem vindo, desde novembro, a solicitar de forma reiterada à tutela a sua rápida substituição, de modo a garantir as condições de governabilidade de uma instituição com a complexidade da ULS Amadora/Sintra, o que até ao momento não se verificou”, refere o comunicado.

A ULS esclarece ainda que as dificuldades de funcionamento do SUG foram antecipadas desde setembro de 2025, tendo o conselho de administração apresentado à tutela um plano de reorganização estrutural do serviço, que aguarda aprovação.

Este plano inclui a criação de um Centro de Responsabilidade Integrado (CRI), com vista a uma maior estabilidade das equipas, valorização diferenciada dos profissionais, melhoria do desempenho assistencial e reforço da segurança dos cuidados prestados, prevendo igualmente o reforço da equipa médica da urgência e a implementação de soluções de Inteligência Artificial para a otimização do circuito do doente, atualmente em fase de concretização.

“Não obstante os constrangimentos existentes, o conselho de administração tem desencadeado todas as medidas que se encontram ao seu alcance, nomeadamente a otimização da gestão de altas e a promoção do reforço da contratação de médicos em regime de prestação de serviços e implementando as ações previstas no plano de contingência sazonal de inverno, encontrando-se atualmente ativado o nível 3”, salienta.

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