Presidenciais: Ventura reitera “inoportunidade” de Conselho de Estado onde pretende criticar Presidente da República sobre saúde

O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA lamentou hoje a “inoportunidade” do Conselho de Estado, no qual vai participar, e onde pretende transmitir ao Presidente da República que devia ter tido uma “ação firme” com o Governo na saúde.

© Folha Nacional

“Certamente vou dar nota de duas coisas: da inoportunidade que um Conselho de Estado no meio de uma eleição presidencial, que não tem uma justificação, a que não seja colocar o Presidente da República em exercício no centro do debate político. E obviamente que vou dizer a Marcelo Rebelo de Sousa que aquilo que aconteceu nos últimos dias em Portugal, em termos de saúde, mereceria uma ação firme do Presidente da República”, defendeu André Ventura.

O candidato às eleições presidenciais de dia 18 falava aos jornalistas em Sobral de Monte Agraço, distrito de Lisboa, num dia em que a sua agenda de campanha tem apenas uma iniciativa devido ao Conselho de Estado no qual vai participar, à tarde, para analisar a situação na Ucrânia e na Venezuela.

Apesar de os temas serem internacionais e de considerar que a convocatória deste órgão consultivo do chefe de Estado é errada, André Ventura, que foi eleito conselheiro de Estado pelo parlamento em 2024, considerou que “é preciso dizer a Marcelo Rebelo de Sousa que ele falhou ao não chamar a atenção do Governo em falhas gravíssimas” nos últimos dias, “quando pessoas morriam por falta de atendimento médico”.

“Portanto, eu perguntarei ao Presidente da República, com todo o respeito, e é muito, que tenho por ele, o que é que andava a fazer nestes dias”, afirmou.

Interrogado sobre o facto de Marcelo Rebelo de Sousa ter pedido, na quinta-feira, uma explicação o mais rápido possível sobre os casos de mortes que ocorreram sem que tivesse chegado socorro do INEM, defendendo que os portugueses precisam de certezas nesta matéria, Ventura considerou que o chefe de Estado “falou 48 horas depois do que devia ter falado”.

O candidato a Belém lamentou que “o Presidente da República tenha que ter um candidato a dizer-lhe que ele tem que falar sobre saúde” e acrescentou que, caso seja eleito, não irá “precisar que ninguém” lhe diga “que é o momento de falar ou não falar”.

Além de André Ventura, dos candidatos presidenciais, também Luís Marques Mendes (apoiado por PSD e CDS-PP) vai participar no Conselho de Estado.

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