Quatro consultores, 17 mil euros por mês: o custo da “reforma do Estado”

O Governo decidiu pagar 4404 euros brutos mensais a cada um dos quatro consultores do grupo de trabalho para a reforma do Estado, num total de 17 616 euros por mês — salários acima dos cargos máximos da Administração Pública.

© Manuel de Almeida/LUSA

O Governo vai pagar 17 616 euros brutos por mês a quatro consultores coordenadores nomeados para o grupo de trabalho da reforma do Estado, noticia esta sexta-feira o Correio da Manhã. Com a atualização salarial da Administração Pública prevista para 2026, cada consultor passará a receber 4404 euros brutos mensais, um valor superior ao vencimento base de diretores-gerais e inspetores-gerais.

As nomeações constam de despachos publicados esta semana no Diário da República, assinados pelos ministros Joaquim Miranda Sarmento, António Leitão Amaro e Gonçalo Matias. O grupo de trabalho fica diretamente dependente destes três governantes.

Foram designados João Maria Sequeira Nobre Garcia, Marta Martins Belo, Afonso Maria Torres da Silva Lobo Machado e Frederico Bartolomeu Rebelo de Andrade Perestrelo Pinto, todos em comissão de serviço e regime de exclusividade, até à extinção do grupo.

A remuneração resulta do Decreto-Lei n.º 67/2024, correspondendo à posição 68 da Tabela Remuneratória Única: em 2025, o salário base era de 4311 euros e sobe para 4404 euros em 2026. Para comparação, o vencimento base de diretores-gerais e inspetores-gerais fica abaixo deste montante, ainda que acrescido de suplementos.

Quanto aos perfis, as notas curriculares indicam formação académica em Direito, Gestão, Economia e Gestão de Informação. Apenas uma das nomeadas, Marta Martins Belo, tem experiência direta em projetos na Administração Pública.

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André Ventura deixou esta sexta-feira um desafio direto ao Partido Socialista: apoiar as propostas do CHEGA para baixar os impostos sobre os combustíveis e a aprovar o IVA Zero no cabaz alimentar. O líder do partido acusa o PS de “hipocrisia” e avisa que um chumbo deixará os socialistas sem argumentos depois das posições assumidas durante o verão.
Uma larga maioria dos portugueses considera que o Governo de Luís Montenegro não está a conseguir responder ao aumento do custo de vida nem proteger o poder de compra das famílias. De acordo com a mais recente sondagem da Aximage, 77% dos inquiridos classificam como “inadequada” ou “muito inadequada” a atuação do Executivo da AD perante a subida dos preços da habitação, dos combustíveis e dos bens de consumo.
Nem o chumbo da moção de censura, nem as reservas levantadas no Parlamento, nem os alertas sobre o impacto nas instituições fizeram o CHEGA recuar. O partido de André Ventura mantém a intenção de avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária, entre 2018 e 2026, para escrutinar contratos, utilização de bens apreendidos e outros episódios ocorridos durante a sua direção.
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Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
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