Mau tempo: DGS pede cuidados com amianto durante limpezas após tempestade Kristin

A Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu hoje recomendações de segurança após os danos causados ​​pela tempestade Kristin, alertando para o risco de exposição ao amianto durante trabalhos de limpeza, remoção de destroços e reparos de edifícios.

© D.R.

A autoridade de saúde alerta, numa publicação nas suas redes sociais, que os edifícios mais antigos, construídos antes de 2005 podem conter materiais com amianto, como telhas, placas de revestimento ou tubos de ventilação.

Segundo a DGS, “o perigo surge quando estes materiais são danificados, libertando fibras invisíveis que podem ser inaladas” com consequências para a saúde.

Por isso, apelo à população para, no caso de encontrar materiais suspeitos de conter amianto, não mexa, não corte nem a partir desses materiais.

As pessoas devem ser afastadas do local e evitar varrer ou aspirar, ações que podem dispersar fibras no ar.

A Direção-Geral da Saúde alerta ainda que a remoção e gestão de resíduos com amigo só pode ser realizada por operadores licenciados.

Nos casos em que os materiais suspeitos de conter amianto já não se encontrem sozinhos ou sejam considerados resíduos, deverão ser contactados a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) territorialmente competente.

A DGG salienta que a remoção de telhas ou materiais ainda instalados deve ser realizada por uma empresa certificada, garantindo a reposição de espaços em segurança.

“Há riscos que não são visíveis, mas também podem causar danos depois de uma tempestade”, afirma, apelando à população para se proteger, informar e garantir que “qualquer intervenção em materiais com suspeitas de amianto é feita em total segurança”.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo, quatro das quais, após queda durante trabalhos em peças de telhados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em linhas ferroviárias especiais, o fechamento de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do tempo, que causou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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