André Ventura diz que país parece que está “sem rei nem roque”

O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que parece que o país está "sem rei nem roque", criticando a ida do Presidente da República para fora do país e o não acionamento do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

© Folha Nacional

“Há momentos em que parece que este país não tem rei nem roque e que ainda é uma verdadeira república das bananas, e eu acho que também por isso tem que entrar na ordem”, afirmou o também presidente do Chega, em declarações encurtadas devido à chuva, à entrada do Comando Territorial da GNR de Beja, numa visita que a comunicação social não pôde acompanhar.

André Ventura criticou a ausência do comandante nacional da Proteção Civil numa formação em Bruxelas durante a tempestade Joseph e antes da chegada da depressão Kristin, o Presidente da República por “ir para fora quando as pessoas estão a precisar de ajuda” e o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) por não acionar o mecanismo europeu.

O presidente da ANEPC, José Manuel Moura, “a dizer que nós não precisamos nada de acionar o Mecanismo Europeu de Proteção [Civil], mas os autarcas a dizer que temos [que acionar], porque não temos bens de primeira necessidade nem formas de combate. Isto parece uma república das bananas, às vezes”, disse.

Para André Ventura, um candidato presidencial deve ir ter com organismos como as forças de segurança, bombeiros e proteção civil.

“Nós temos que nos focar no que as pessoas precisam. E neste momento, desde o reabastecimento, às estruturas de apoio e à proteção civil, passando pelas forças policiais, eu acho que não há outros locais onde um político tenha que estar neste momento. Nós temos que ter um Estado em prontidão.”, vincou.

Questionado sobre se o candidato deve fazer isso mesmo contrariando as indicações da Proteção Civil face ao mau tempo que se sente no país, André Ventura insistiu na ideia de ter de estar junto das pessoas.

“Os cidadãos que puderem fiquem em casa. Os políticos têm que dar a cara neste momento. É agora que as pessoas precisam deles”, disse, em declarações sob forte chuva à entrada da GNR de Beja.

André Ventura abordou ainda relatos de “roubos e assaltos” nas zonas afetadas pelo mau tempo (questão que também já abordou nas suas redes sociais), defendendo que as forças policiais devem ter “mão muito dura” com quem rouba “à custa de outros”.

“Espero que as forças policiais e também o sistema de justiça sejam muito, muito firmes, porque estamos numa altura muito particular em que roubar neste momento — perturbar o funcionamento das coisas neste momento — não é a mesma coisa do que fazê-lo noutra altura”, disse.

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