Seguro rejeita adiar as eleições mesmo face ao estado de calamidade meteorológico

Apesar do estado de calamidade decretado em dezenas de concelhos após a tempestade Kristin, António José Seguro afasta qualquer adiamento das eleições presidenciais. O candidato sublinha que o processo já está em curso, lembra o voto antecipado em mobilidade e garante que estão asseguradas condições para votar no próximo domingo, numa posição que contrasta com a defendida por André Ventura.

© António José Seguro

António José Seguro afastou esta sexta-feira qualquer hipótese de adiar a segunda volta das eleições presidenciais para 15 de fevereiro, apesar dos estragos provocados pela depressão Kristin e do estado de calamidade em vários concelhos do país. “Os votos são muito importantes”, afirmou aos jornalistas, defendendo a manutenção do calendário eleitoral.

O candidato presidencial fundamentou a sua posição em dois pontos essenciais: o processo eleitoral já se encontra em curso, com milhares de eleitores a terem recorrido ao voto antecipado em mobilidade no passado domingo, e existem garantias de que as populações das zonas mais afetadas poderão exercer o direito de voto no próximo domingo. “Não faz sentido alterar regras a meio do jogo”, sublinhou, invocando a necessidade de estabilidade e previsibilidade democrática.

Seguro reconheceu a dimensão dos danos causados pelo mau tempo, mas insistiu que a resposta à emergência não deve colidir com o funcionamento normal da democracia. “É possível apoiar as populações e, em simultâneo, assegurar a realização das eleições”, afirmou, apontando para a organização no terreno e para a articulação entre a administração eleitoral e as autoridades locais.

Esta posição contrasta com a defendida por André Ventura, que tem insistido no adiamento do ato eleitoral, alegando inexistência de condições em várias zonas atingidas pelas tempestades Kristin e Leonardo. O candidato do CHEGA sustenta que há comunidades privadas de serviços essenciais e que a prioridade deve ser a resposta à catástrofe.

O tema ganhou maior relevo após decisões locais, como o adiamento da votação em Alcácer do Sal, e declarações do Presidente da República admitindo a possibilidade de adiamentos pontuais. Ainda assim, para António José Seguro, a regra deve manter-se: eleições na data prevista.

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