Presidenciais: Ventura espera que “todos consigam cumprir dever” apesar do que diz ser “desrespeito”

O candidato presidencial André Ventura hoje “um desrespeito pedir às pessoas para irem votar”, tendo em conta a situação em algumas zonas do país devido às cheias, mas espera que “todos consigam cumprir o dever”.

© Folha Nacional

“Hoje é dia de fazer a democracia, espero que todos consigam pelo país, porque as situações são muito difíceis, e que todos consigam cumprir esse dever e expressar a vontade de quem quer para o futuro e que tipo de país é que quer”, disse aos jornalistas André Ventura após ter votado na Escola Básica do Parque das Nações, em Lisboa, acompanhado pela mulher, Dina Antunes Ventura.

O presidente do CHEGA considerou “um desrespeito mandar as pessoas votarem hoje tendo em conta o que aconteceu” no país e espera que “não tenha influência para a abstenção”.

“Foi um desrespeito mandarem votar as pessoas num dia como o de hoje, sobretudo tendo em conta o que aconteceu nas últimas 24 horas”, disse, frisando que “há muitas zonas do país em que as pessoas se sentem desrespeitadas e portugueses de segunda”

O candidato disse igualmente que “a partir do momento que os poderes públicos decidiram” que era para votar, os portugueses têm de “cumprir as designações dos poderes públicos” e “participarem daquilo que puderem, para não deixarem o futuro na mão dos outros”.

André Ventura manifestou-se ainda “muito tranquilo” para esta segunda volta das eleições presidenciais, apesar de existir “sempre alguma ansiedade” nestes dias.

As assembleias de voto abriram às 08h00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira para a segunda volta das eleições presidenciais, encerrando às 19h00.

Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.

Há, no entanto, municípios onde o acto eleitoral foi adiado devido à devastação provocada pelo mau tempo das últimas semanas, que provocou 14 mortos, centenas de feridos e desalojados, e deixou um rastro de destruição.

Mais de 11 milhões de candidatos são chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.

No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura, 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.

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