CHEGA propõe plano urgente de reflorestação após tempestade Kristin

Perante milhares de árvores derrubadas e o risco acrescido de incêndios, o CHEGA apresentou no Parlamento um projeto de resolução que pressiona o Governo a avançar urgentemente com um plano de recuperação e reflorestação das zonas mais afetadas.

©Florestas

O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução que recomenda ao Governo a adoção urgente de um plano de recuperação e reflorestação das áreas florestais devastadas pela passagem da tempestade Kristin, que atingiu com particular violência o centro do país.

No documento, enviado ao Folha Nacional, o grupo parlamentar sublinha que a depressão causou “danos de grande dimensão” no território nacional, com milhares de árvores derrubadas, extensas áreas de mata destruídas e um impacto significativo em regiões já historicamente vulneráveis a incêndios rurais. Distritos como Leiria, Coimbra, Santarém e Lisboa estão entre os mais afetados, com prejuízos avultados também ao nível da agricultura e das infraestruturas.

Na proposta, o partido liderado por André Ventura alerta que a acumulação de árvores caídas e de material vegetal no solo está a agravar substancialmente o risco de incêndios florestais, ao mesmo tempo que dificulta o acesso dos bombeiros a caminhos rurais essenciais. Segundo o partido liderado por André Ventura, a prioridade dada à recuperação de habitações tem atrasado a limpeza florestal, criando um cenário “particularmente preocupante” à entrada dos meses de maior risco de fogos.

Perante este contexto, o projeto de resolução recomenda ao Governo que assegure, com caráter de urgência, apoios financeiros e técnicos para a remoção de árvores derrubadas, a limpeza de terrenos e a desobstrução de vias rurais, em articulação com autarquias, proprietários florestais e associações do setor. Além disso, o partido defende ainda a elaboração e implementação de um plano estruturado de reflorestação das áreas afetadas, privilegiando espécies autóctones e soluções ajustadas às características de cada território, pode-se ler no documento a que o Folha Nacional teve acesso.

Para o CHEGA, a reflorestação não deve ser encarada apenas como resposta imediata aos danos causados pela tempestade, mas como uma oportunidade para promover uma gestão florestal mais resiliente e sustentável.

O projeto de resolução deu entrada no Parlamento a 9 de fevereiro de 2026 e aguarda agora discussão e votação pelos deputados.

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