Cada português paga hoje mais 2.300 euros em impostos do que há uma década

Carga fiscal por habitante sobe para 6.728 euros em 2025. Receita supera o previsto e Estado arrecada mais 99 milhões do que o orçamentado.

© D.R

O peso da carga fiscal em Portugal voltou a agravar-se em 2025, atingindo um novo máximo histórico. Em média, segundo cálculos avançados pelo Jornal de Notícias (JN), cada residente entregou ao Estado 6.728,73 euros em impostos no último ano — mais 352 euros do que em 2024 e mais 2.310 euros face a 2016. Em apenas uma década, o esforço fiscal por habitante aumentou 52,2%, refletindo um crescimento quase contínuo da receita tributária.

O acréscimo representa uma subida de 5,5% apenas no último ano, com o IRS a assumir um papel determinante nesta evolução. Após a quebra registada em 2020, em plena pandemia, quando a receita fiscal recuou para 48,7 mil milhões de euros, a trajetória tem sido consistentemente ascendente. Em 2025, o montante arrecadado voltou a alcançar níveis recorde.

De acordo com o JN, a receita fiscal não só aumentou como ultrapassou as próprias previsões do Governo. No último ano, o Estado arrecadou mais 99 milhões de euros do que o inicialmente previsto no Orçamento do Estado, contribuindo para um excedente orçamental superior ao esperado.

Últimas de Economia

O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 254,99 euros, mais 0,60 euros relativamente à semana anterior, foi hoje anunciado.
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação vai acelerar para 3,1% no segundo trimestre de 2026 devido ao aumento dos preços da energia causado pela guerra no Médio Oriente.
A atividade económica em Portugal registou uma quebra na última semana de março, de acordo com o indicador diário divulgado hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
As taxas Euribor desceram a seis e 12 meses e subiram a três meses hoje, face a quarta-feira.
Os concursos de empreitadas de obras públicas promovidos até fevereiro diminuíram 35% em número e 49% em valor face ao mesmo mês de 2025, respetivamente para 467 e 861 milhões de euros.
O consumo de eletricidade atingiu, entre janeiro e março, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre em Portugal, registando um máximo de 14,6 Terawatt-hora (TWh), segundo informou a REN - Redes Energéticas Nacionais em comunicado.
Os consumidores em Portugal contrataram em fevereiro 769,4 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 10,8%, enquanto o número de novos contratos recuou para 134.697, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os pagamentos em atraso das entidades públicas fixaram-se em 369,7 milhões de euros em fevereiro, uma subida de 5,8 milhões de euros face ao período homólogo e de 34,5 milhões face a janeiro, foi hoje anunciado.
Os preços das casas estão a aumentar ininterruptamente em Portugal desde que o primeiro governo de Luís Montenegro tomou posse, em 02 de abril de 2024, contribuindo para agravar uma crise ainda sem solução à vista.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 1.560 milhões de euros em fevereiro, para 282.711,2 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).