Guterres convoca Conselho de Segurança da ONU para abordar crise no Sudão

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, convocou hoje o Conselho de Segurança para informar os Estados-membros sobre a “situação dramática” no Sudão, na sequência do conflito entre o Exército e os paramilitares.

“Estamos a enfrentar uma situação dramática no Sudão, tanto política quanto humanitária, e o secretário-geral gostaria de compartilhar algumas das suas reflexões com os membros do Conselho”, disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, na sede da ONU, em Nova Iorque.

O encontro, à porta fechada, ocorre após o chefe do exército sudanês, Abdel Fattah Al-Burhan, ter pedido na semana passada às Nações Unidas o afastamento do seu representante no Sudão, Volker Perthes, após o acusar de “desinformar” sobre a situação no país, algo que Guterres rejeitou.

Também ocorre no mesmo dia em que o Exército sudanês anunciou a suspensão das negociações com o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), que aconteciam há um mês na cidade saudita de Jeddah, devido à “falta de adesão ” do seu rival às tréguas acordadas no âmbito dessas negociações.

No entanto, o Exército não forneceu detalhes sobre se essa medida afetará a trégua humanitária em vigor desde segunda-feira, intermediada pela Arábia Saudita e pelos Estados Unidos.

Por sua vez, uma fonte diplomática sudanesa disse à agência espanhola EFE que a suspensão das negociações “não é definitiva” e que foi decidido “iniciar mais consultas com os líderes [do Exército] em Cartum”.

Hoje, o Exército e as RSF acusaram-se mais uma vez de atacar as posições do outro em Cartum e no centro do país e de não respeitar a frágil trégua humanitária acordada em Jeddah.

Nenhuma das nove tréguas alcançadas até ao momento desde o início dos combates – em 15 de abril – foi respeitada pelas duas partes em conflito.

Segundo a ONU, o conflito deixou pelo menos 850 mortos e mais de 5.500 feridos, ao mesmo tempo em que provocou o deslocamento interno e externo de mais de 1,3 milhões de pessoas.

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