CEO da TAP confiante de que privatização “garantirá todos os interesses do país”

© Facebook /Tap

A presidente executiva (CEO) da TAP, Christine Ourmières-Widener, disse na terça-feira à Lusa estar confiante de que o processo de privatização da companhia aérea “garantirá todos os interesses do país”.

Em Nova Iorque, para apresentar ao mercado norte-americano as novas vantagens do programa ‘Portugal Stopover’, Christine Ourmières-Widener evitou responder às questões da Lusa sobre o processo de privatização, remetendo para o Governo, uma vez que “o processo será administrado pelos acionistas da companhia”, mas disse “ter a certeza que todos os interesses do país serão garantidos”.

Em relação ao ‘Portugal Stopover’, a responsável afirmou que o mercado norte-americano é muito importante para a companhia aérea e que este está em crescimento, o que levará ao aumento das frequências dos voos no próximo verão.

“É um mercado que queremos desenvolver e a ligação entre Portugal e os Estados Unidos é muito forte”, advogou a CEO.

O evento de apresentação das novas vantagens do programa ‘Portugal Stopover’ a vários ‘stakeholders’ decorreu na terça-feira no hotel Pestana Park Avenue, no centro de Manhattan, e contou ainda com a presença do secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz, e da cônsul-geral em Nova Iorque, Luisa Pais Lowe.

“Nós estamos numa fase muito boa da atração de investimento norte-americano para Portugal, temos uma relação historicamente muito boa com os Estados Unidos (…) e este programa da TAP dá-nos a nós, enquanto um país que quer atrair investimento estrangeiro e que quer atrair turistas para Portugal, mais um mecanismo para que fique ainda melhor conhecido nos Estados Unidos”, disse Ivo Cruz.

“A ideia foi mostrar que, a caminho da Europa, vale a pena parar em Portugal, ficar dez dias, que é o que o programa agora oferece. E até conhecer mais do que uma cidade. (…) É muito importante também valorizar o facto de que as comunidades portuguesas ou jovens gerações de lusodescendentes cada vez querem mais ir a Portugal e conhecer a terra dos seus antepassados. Portanto, há uma nova onda de turistas que são lusodescendentes e que é um mercado a valorizar também para a TAP”, defendeu, por sua vez, Luisa Pais Lowe.

Lançado em 2016, o ‘Portugal Stopover’ tem incentivado os passageiros da TAP a visitarem Portugal quando este não é o seu destino final.

A partir de dezembro de 2022, o programa aumentou o número máximo de dias possíveis de ‘stopover’ em Portugal de cinco para dez dias.

Últimas de Economia

A Lufthansa apresentou uma proposta de 1201 milhões de euros por 49,9% da TAP, ultrapassando a oferta da Air France-KLM. O CHEGA responsabiliza os governos de Costa e Montenegro pela condução do processo e exige garantias para os trabalhadores e as Regiões Autónomas.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 70 cêntimos, fixando-se nos 256,26 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor. O aumento é o segundo consecutivo, com o cabaz a atingir o valor mais alto desde o início do ano.
O CHEGA Açores apresentou dois requerimentos ao Governo Regional, um para exigir medidas de combate ao aumento do custo de vida e outro para esclarecer os resultados do projeto-piloto da semana de quatro dias na Administração Pública Regional.
O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2,167 euros na gasolina 95 simples e para 2,211 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
A inflação acelerou para 3,6% em setembro, em termos homólogos, o que compara com uma taxa de 3,3% no mês anterior, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que confirmam a estimativa rápida.
O cenário económico apresentado pelo Governo para 2027 enfrenta previsões menos favoráveis do Fundo Monetário Internacional. A instituição antecipa um crescimento de apenas 1,9% e uma inflação de 3%, contrariando as estimativas inscritas no Orçamento do Estado e levantando novas questões sobre a evolução do poder de compra dos portugueses.
A despesa pública com deslocações e estadias deverá atingir os 133,8 milhões de euros no próximo ano. Numa altura em que o Orçamento do Estado volta a colocar as contas públicas no centro do debate, os ministérios da Educação, Defesa e Negócios Estrangeiros concentram as maiores verbas destinadas a viagens e alojamento.
O Estado reforçou a sua participação na REN com a aquisição de mais 5,3% do capital à Fidelidade. A operação eleva a posição estatal para cerca de 19%, num investimento global que poderá atingir os 537 milhões de euros, segundo cálculos do jornal ECO.
Um agravamento da conjuntura económica poderá retirar dois mil milhões de euros à riqueza produzida em Portugal. O cenário de risco é reconhecido pelo próprio Governo.
O preço por litro da gasolina deverá subir cerca de cinco cêntimos e o de gasóleo deverá descer até um cêntimo na próxima semana, segundo as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pela Anarec.