Sem abertura para recuperar tempo de serviço, docentes avançam com mais luta

©D.R.

O secretário-geral da Fenprof ameaçou hoje anunciar novas formas de luta caso não saia da reunião com o ministério uma proposta de calendarização para a recuperação do tempo de serviço, “fundamental para os professores”.

Antes de entrar para a reunião suplementar pedida pelos sindicatos para continuar as negociações sobre um novo regime de recrutamento e colocação de professores, Mário Nogueira disse acreditar que a tutela poderá “ir mais longe”.

“Entendemos que é possível ao Ministério ir mais longe”, disse o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), em nome das nove estruturas sindicais que se uniram numa plataforma para falar a uma só voz nas negociações, que começaram há cinco meses.

“Não estamos a pensar sair com uma proposta de recuperação (de tempo de serviço congelado), mas estamos a querer sair daqui hoje com uma proposta de calendarização para podermos avançar com a recuperação do tempo”, anunciou o porta-voz da plataforma, referindo-se aos cerca de seis anos e meio de serviço congelado durante a ‘troika’.

Lembrando o inquérito realizado no final de fevereiro pela plataforma, que validou as respostas de mais de 30 mil docentes, Mário Nogueira disse que “o tempo de serviço é fundamental” e as “questões de carreira para os professores são sagradas”: “Queremos hoje sair com um calendário, se não sairmos, no final, anunciaremos as formas de luta”, alertou.

Na terça-feira, “o grupo dos nove” apresentou os resultados do inquérito que revelaram que mais de 70% dos docentes estavam dispostos a ações de luta como a realização de novas greves, incluindo às avaliações e aos exames nacionais, e a novas manifestações.

“Se não chegarmos a acordo hoje, vai haver um plano de luta”, disse, explicando que algumas das ações já têm data marcada enquanto outras, que “vão decorrer até ao final do ano letivo”, serão divulgadas de forma mais concreta na próxima segunda-feira, depois de uma reunião do “grupo dos nove” sindicatos.

Sobre a proposta para um novo regime de recrutamento, que é o que está em cima da mesa das negociações, Mário Nogueira reconheceu que a tutela conseguiu “aproximar-se” em algumas matérias, mas noutras avançou com propostas que vão “desterrar milhares de professores”.

“Não é inventar vagas onde elas não existem ou colocar professores onde não há alunos. Agora não se percebe que um professor de Braga fique impedido de concorrer para Braga”, defendeu.

Pela positiva, lembrou o facto de o ministro ter deixado cair a ideia de os diretores poderem escolher parte da sua equipa com base no perfil dos professores e nos projetos da escola, tendo aceitado recuar e manter o modelo de seleção atual, que é feito apenas com base na graduação profissional (anos de serviço e nota de fim de curso).

A tutela aproveitou as negociações para avançar em alguns domínios, como a redução de burocracia, a situação nas creches, enquanto os sindicatos usaram as negociações para tentar trazer outras matérias, como a recuperação do tempo de serviço congelado, as vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões, o regime de aposentação ou a mobilidade por doença, lembrou Mário Nogueira.

As negociações sobre um novo regime de recrutamento e colocação de professores começou no final de setembro e algumas das propostas levaram a uma forte contestação por parte dos professores, que iniciaram no final de dezembro um período de protestos e greves, que ainda se mantêm.

Últimas do País

Um homem de 29 anos, residente em Lousada, terá conseguido emprego numa transportadora de Penafiel com o objetivo de furtar mercadorias. Durante mais de um ano, o suspeito e um cúmplice terão desviado perfumes, telemóveis, equipamentos informáticos e outros produtos, num esquema que envolvia compradores habituais de artigos roubados.
O ‘burnout’ pode afetar até 75% dos médicos internos e comprometer a qualidade dos cuidados e a segurança dos doentes, segundo uma revisão publicada na Acta Médica Portuguesa, que defende políticas nacionais de prevenção e proteção da saúde mental.
A PSP do Porto deteve sete homens, com idades entre 17 e 45 anos, por suspeita de tráfico de droga, em ações de patrulhamento nas cidades do Porto e da Maia.
Dois jovens de 17 anos foram agredidos e ameaçados durante um assalto na via pública, em Mafra. A GNR deteve um suspeito de 18 anos, que tinha na sua posse um blusão roubado a uma das vítimas e duas facas escondidas numa mochila.
A PSP deteve uma mulher de 42 anos por suspeitas de violência doméstica continuada contra quatro familiares. As autoridades descrevem episódios de agressões diárias, ameaças de morte e exigências de dinheiro para álcool e droga.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta segunda-feira o PS e o PCP de contestarem a aplicação de uma lei que os próprios partidos aprovaram em 1974. No Parlamento, defendeu a intervenção policial nas manifestações pela habitação.
Um problema processual atribuído ao Ministério Público comprometeu a situação judicial das alegadas responsáveis por uma rede de casamentos fraudulentos. O caso envolve 158 arguidos e suspeitas de crimes que incluem auxílio à imigração ilegal, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.
A Fidelidade reconhece que o Elevador da Glória não podia ser considerado um transporte altamente fiável quando ocorreu a tragédia que provocou 16 mortos.
O Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU) apontou para uma adesão de 100% à greve marcada para hoje na Unidade Local de Saúde (ULS) Santo António, Porto, garantindo que os enfermeiros não vão desistir dos seus direitos.
Uma investigação do Ministério Público aponta para um alegado desvio de cerca de dez milhões de euros em subsídios europeus. O dinheiro terá sido utilizado na compra de automóveis de luxo na Alemanha, posteriormente revendidos em Portugal. Entre os veículos apreendidos encontram-se Ferrari, Porsche e Mercedes.