TAP: Ventura pede a Costa para avaliar continuidade do ministro da Finanças

O presidente do CHEGA pediu hoje ao primeiro-ministro para avaliar se Fernando Medina tem condições para continuar como ministro das Finanças, depois do que considerou a “mentira reiterada” sobre os fundamentos da demissão da anterior presidente-executiva da TAP.

“Pedimos ao senhor primeiro-ministro que pondere muito bem, pela enésima vez, se Fernando Medina tem condições para continuar a ser ministro das Finanças depois da mentira reiterada ao país”, disse André Ventura, no parlamento.

Em causa está o parecer que alegadamente serviu de fundamento para a demissão da presidente-executiva da TAP por justa causa, que Fernando Medina disse hoje não existir, depois de o Governo ter admitido a sua existência, através dos ministros da Presidência e dos Assuntos Parlamentares.

O líder do CHEGA considerou que António Costa deveria “falar ao país sobre o caos que está instalado no seu Governo a propósito do caso TAP”.

“O primeiro-ministro pode fugir deste cenário, mas não vai conseguir fugir por muito tempo porque são os seus ministros mais próximos que estão sistematicamente a mentir e a ser apanhados a mentir neste caso”, argumentou, depois de concluir que o parecer que Fernando Medina disse inicialmente existir “simplesmente não existe”.

Ventura considerou que “o Governo assumiu hoje que mentiu” e que “o ministro das Finanças mentiu ao país e tem por isso de ser responsabilizado”.

Uma “terceira situação grotesca” apontada pelo deputado do CHEGA foi o facto de “o governo assumir um despedimento em público de dois altos gestores do Estado, sem ter nenhuma blindagem jurídica que não o relatório que era para apurar a forma como foi despedida outra pessoa”, ou seja, a demissão e indemnização paga à ex-secretária de Estado Alexandra Reis para sair da TAP.

“Como o senhor ministro Fernando Medina sabe muito bem, um relatório de inspeção nunca fundamenta juridicamente um despdimento, pode ser o primeiro passo para que outro documente fundamente e enquadre esse despedimento”, mas tem de existir uma fundamentação para a demissão de um alto cargo no Estado, sustentou.

André Ventura disse ter dado instruções aos advogados que entregaram uma ação popular contra o Estado por causa da TAP que fizessem um aditamento “para exigir a responsabilidade pessoal de Fernando Medina neste caso”

“Se o Estado tiver de pagar uma indemnização” aos anteriores presidente e CEO da TAP, “isso significa que foi altamente negligente, grosseiramente negliegente” e “deve ser financeiramente responsável porque não são os portugueses que têm de pagar”, concluiu.

Últimas de Economia

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em maio terminou esta sexta-feira no mercado de futuros de Londres em alta de 4,22%, para 112,57 dólares, o valor mais alto desde julho de 2022.
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje com força a dois, cinco e 10 anos face a quinta-feira, no prazo mais curto para máximos desde julho de 2024 e nos dois mais longos para máximos desde outubro de 2023.
O presidente do CHEGA considerou que "é sempre positivo" quando a economia portuguesa regista um excedente orçamental, mas exigiu que o Governo tome mais medidas para aliviar o aumento dos preços na sequência do conflito no Médio Oriente.
Os bancos tinham emprestados, no final de 2025, 34,3 mil milhões de euros a empresas e famílias dos concelhos colocados em situação de calamidade na sequência da tempestade Kristin, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
O 'stock' de empréstimos para habitação cresceram pelo 25.º mês consecutivo em fevereiro, com um aumento homólogo de 10,4%, atingindo 111.658 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no final de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A carga fiscal aumentou para 35,4% em 2025, face aos 35,2% registados no ano anterior, de acordo com a primeira notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
O cabaz essencial de 63 produtos monitorizado pela Deco Proteste aumentou 0,08 euros esta semana face à anterior e acumula um acréscimo de 12,57 euros desde início do ano, fixando-se num novo máximo de 254,40 euros.
O preço do gás natural para entrega no prazo de um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, aumentou hoje 4% e ultrapassou os 54 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.
As famílias de rendimento mediano dificilmente têm acesso à compra de habitação em Portugal, uma vez que o peso da prestação do crédito à habitação supera 40% do seu rendimento, indica um estudo do Banco de Portugal (BdP).