TAP: Ventura exige esclarecimentos de Costa sobre alegada intervenção do SIS

©️ Partido CHEGA

O presidente do CHEGA exigiu esclarecimentos do primeiro-ministro sobre a alegada intervenção do SIS na recuperação do computador que o ex-adjunto do ministro João Galamba terá levado, anunciando que vai chamar o diretor deste órgão ao parlamento.

“A ação do Serviço de Informações de Segurança (SIS) tem que ser explicada. Porque é que ocorreu, em que contexto ocorreu e, sobretudo, qual o enquadramento legal”, afirmou André Ventura, numa conferência de imprensa realizada na sede do partido em Beja.

A exigência de explicações, salientou, é feita a António Costa porque “os Serviços de Informação e Segurança são tutelados pelo primeiro-ministro e não pelo ministro das Infraestruturas ou por qualquer outro órgão do Estado”.

Segundo o líder do CHEGA, a recuperação do computador que Frederico Pinheiro, antigo adjunto do ministro das Infraestruturas, João Galamba, terá levado “foi feita pelo SIS” e não pela Polícia Judiciária.

“Os Serviço de Informações de Segurança não são um órgão de polícia criminal, nem são joguetes nas mãos dos políticos”, advertiu, sublinhando que o SIS não tem competência para investigar roubo ou apreensão indevida de materiais.

Ventura levantou várias questões sobre o caso, nomeadamente “quem acionou a intervenção do SIS, se o primeiro-ministro deu ou não consentimento e anuência à intervenção e porque é que o processo não seguiu os trâmites normais”.

“Pode estar em causa, rigorosamente, a separação de poderes, a autonomia do SIS e o próprio enquadramento legal”, apontou, admitindo que o Governo pode ter utilizado o SIS “de forma indevida para fins políticos ou de natureza política”.

Para o líder do CHEGA, a alegada intervenção do SIS para recuperar o computador de Frederico Pinheiro “mostra que o Governo estava desesperado e que quis agir de forma imediata e não esperar por uma outra autoridade judicial ou judiciária”.

Na conferência de imprensa, Ventura anunciou que o partido que lidera vai chamar ao parlamento o diretor do SIS para “explicar, mesmo que à porta fechada, quem deu autorização para esta intervenção, o que a justificou e em que modos foi feita”.

Por outro lado, o dirigente do CHEGA considerou que o Presidente da República deve pronunciar-se rapidamente sobre este caso, alegando que “a degradação das instituições está verdadeiramente em causa”.

“O caso deve levar Marcelo Rebelo de Sousa, uma vez mais, a ponderar se está ou não em causa o regular funcionamento das instituições”, acrescentou.

Na sexta-feira, foi conhecida a exoneração do até agora adjunto de João Galamba, Frederico Pinheiro, por “comportamentos incompatíveis com os deveres e responsabilidades”, e as suas acusações ao ministro das Infraestruturas, já negadas categoricamente pelo governante, de que tinha procurado omitir informação à comissão de inquérito à TAP.

Também na sexta-feira, foi noticiado por vários meios de comunicação portugueses que, após essa exoneração, Frederico Pinheiro reagiu de forma violenta, agredindo membros do Ministério das Infraestruturas.

Últimas de Economia

O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) vai passar a fiscalizar elevadores, funiculares e comboios turísticos, podendo intervir em caso de “risco de segurança grave”, decidiu hoje o Governo, preenchendo o “vazio legal” existente neste âmbito.
O Governo mandatou a CP - Comboios de Portugal para apresentar num prazo de 90 dias "uma proposta com os modelos concretos de subconcessões" a privados para os troços de Cascais, Sintra/Azambuja, Sado e Porto, anunciou o ministro das Infraestruturas.
O Porto de Aveiro encerrou o ano de 2025 com o seu melhor desempenho de sempre ao atingir mais de 5,8 milhões de toneladas de mercadorias movimentadas, revelou hoje a administração portuária.
A casa própria está cada vez mais fora do alcance dos portugueses. Estudo do Imovirtual mostra que são necessários, em média, quase 30 anos de rendas para comprar casa em Portugal.
A dívida pública de Portugal foi a sexta mais elevada da União Europeia (UE) no terceiro trimestre de 2025, ao atingir 97,6% do Produto Interno Bruto (PIB), acima da média do euro de 88,5%, anunciou hoje o Eurostat.
O fisco exigiu às concessionárias de barragens 62 milhões de euros de IMI, mas o Estado só arrecadou 3% do valor, porque as restantes liquidações estão a ser contestadas em tribunal, afirmou hoje a diretora da instituição.
A taxa de juro média anual implícita nos contratos de crédito à habitação foi de 3,414% em 2025, contra 4,372% no ano anterior, tendo a prestação média anual diminuído oito euros (2,0%) para 396 euros, anunciou hoje o INE.
A bolsa de Lisboa esteve entre as que mais perderam hoje, com uma queda de 1,14% para 8.463,77 pontos, tendo a Mota-Engil recuado quase 5%, acompanhando a tendência das principais praças europeias.
A CMVM alertou hoje que as entidades IQCapitalInvest e Roctec Futures Limited não estão autorizadas a exercer a atividade de intermediação financeira em Portugal.
A bolsa de Lisboa negociava hoje em baixa, com 14 dos 16 títulos do PSI a descerem, liderados pelos da EDP Renováveis, que caíam 2,07% para 12,80 euros.