Deputado do CHEGA questiona Ministro da Educação sobre “degradação do ensino público”

© Folha Nacional

O ministro da Educação foi confrontado, esta terça-feira no Parlamento, com o facto de, sublinhou o deputado do CHEGA, Gabriel Mithá Ribeiro, o ensino público estar “seriamente degradado”, o que “explica a transferência dos alunos para o ensino privado em ritmos que ultrapassam recordes históricos.

Durante a audição do ministro na Comissão de Educação e Ciência, o deputado do CHEGA apontou que em “1976 só 6% dos alunos frequentavam o privado e, em 2021, os números já tinham disparado para os 20% e em ritmo de aceleração”.

“Quem está a abandonar as escolas públicas são as classes altas e médias, fenómeno que está a provocar a guetização dos pobres e a agravar a prazo a fragmentação social. Típico de sociedades terceiro-mundistas, fenómeno que deve ser combatido”, referiu Gabriel Mithá Ribeiro.

Na resposta, o governante limitou-se a considerar fantasiosas as afirmações do deputado do CHEGA eleito pelo círculo de Leiria.

Sobre a reivindicação dos professores da necessidade de combate à burocracia, o Mithá Ribeiro solicitou ao Ministro da Educação que concretizasse as medidas que vai propor para a resolução do problema. Por seu turno, João Costa argumentou que é difícil identificar onde está verdadeiramente a burocracia e que o problema está bastante disperso.

Últimas de Política Nacional

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a Luís Neves toma posse no dia 14, mas o entendimento parlamentar que limita a duas as CPI em funcionamento pode travar o arranque dos trabalhos. Ventura contesta uma regra que não está "nem na lei nem na Constituição".
PS e PSD chegaram a um entendimento para que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves sejam suspensos enquanto estiverem em funcionamento outras duas comissões de inquérito. A solução adia, na prática, o arranque pleno da investigação parlamentar pretendida pelo CHEGA à atuação de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária.
André Ventura acusou esta terça-feira o presidente da Assembleia da República de estar a atrasar a Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária. O líder do CHEGA diz que o partido já aceitou sucessivas limitações e desafia Aguiar-Branco a explicar por que razão a comissão ainda não avançou.
André Ventura anunciou este sábado, em Coimbra, que vai assumir pessoalmente a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária. Líder do CHEGA promete uma investigação “até ao fim”, garante que não haverá bloqueios aos restantes partidos e deixa um aviso: “Não deixarei que Luís Neves, nem outros Luís Neves, sejam bloqueadores da verdade.”
André Ventura criticou a decisão de José Luís Carneiro de propor a abstenção do PS no Orçamento do Estado para 2027 antes de ser conhecido o documento. O Presidente do CHEGA considera que os socialistas passam a ser "parceiros" do Governo e questiona que margem resta para negociar medidas em áreas como Saúde, Administração Interna, combustíveis e alimentação.
A Comissão parlamentar vai analisar a atuação de Luís Neves durante os oito anos em que dirigiu a Polícia Judiciária e apurar eventuais responsabilidades dos membros dos governos que o nomearam e tutelaram. O CHEGA fica com a presidência, enquanto PS e PSD assumem as duas vice-presidências.
Miguel Guimarães, antigo bastonário da Ordem dos Médicos e atual deputado do PSD, é visado por acusações que incluem alegados gastos excessivos, abuso de poder e corrupção passiva.
O CHEGA queria que o Governo português promovesse junto da União Europeia a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas. Mas PSD, PS, Livre e Bloco de Esquerda votaram contra.
A concelhia social-democrata corta com Luís Jesus e Alexandra Moura e acusa os dois eleitos de desrespeitarem as orientações do partido.
O CHEGA levou ao Parlamento a descida do IVA dos combustíveis de 23% para 13%, IVA Zero num cabaz de bens alimentares essenciais e o fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Nenhuma das propostas passou. PSD, PS e CDS-PP juntaram os votos contra nas duas medidas fiscais.