SEF realiza buscas em escola profissional e em junta de freguesia da região de Coimbra

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Uma escola profissional e uma junta de freguesia da região de Coimbra foram alvo de buscas, relacionadas com a alegada prática de crimes de auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos, anunciou hoje o SEF.

Numa nota de imprensa enviada aos jornalistas, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) informou que, na terça e na quarta-feira, deu cumprimento a 14 mandados de busca na região de Coimbra, envolvendo uma escola de ensino profissional e uma junta de freguesia.

“No decorrer da operação `Escola com Vista`, que contou com a participação de cerca de 30 inspetores do SEF, foi constituída arguida a sociedade responsável pela escola, o seu gerente e um outro cidadão nacional, indiciados em comportamentos ilícitos que consubstanciam o favorecimento e a facilitação da entrada e permanência ilegal de um elevado número de cidadãos estrangeiros”, revelou.

No decurso da operação foram identificados cerca de 70 cidadãos estrangeiros, para além de ter sido recolhida informação pertinente sobre as condições em que são alojados pelo estabelecimento de ensino.

De acordo com o SEF, esta investigação teve início em 2021, depois de terem surgido “fortes suspeitas do envolvimento e participação direta dos agora arguidos, em condutas criminosas materializadas na obtenção e utilização de documentação fraudulenta com vista a permitir, sob falsos pressupostos, a obtenção de vistos para estudo”.

Estes vistos eram “usados para outros fins, concretamente para promover a entrada e permanência irregular em outros países do espaço Schengen”.

“Por outro lado, e em conjugação de esforços, os arguidos visados nos autos de inquérito promoveram e facilitaram, de forma reiterada, a permanência ilegal de um considerável número de cidadãos estrangeiros oriundos da América do Sul, que se encontram matriculados naquele estabelecimento de ensino, sem que para tal se encontrassem documentalmente habilitados”, acrescentou.

O SEF revelou ainda que da execução dos mandados de busca e apreensão – 11 domiciliários e três não domiciliários – resultou a apreensão de documentação relevante para o inquérito, que “comprova em pleno as suspeitas iniciais”.

“As investigações prosseguem, designadamente com a análise do extenso acervo documental apreendido e restantes elementos de prova recolhidos”, concluiu.

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