SEF realiza buscas em escola profissional e em junta de freguesia da região de Coimbra

©facebook.com/servicodeestrangeirosefronteiras

Uma escola profissional e uma junta de freguesia da região de Coimbra foram alvo de buscas, relacionadas com a alegada prática de crimes de auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos, anunciou hoje o SEF.

Numa nota de imprensa enviada aos jornalistas, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) informou que, na terça e na quarta-feira, deu cumprimento a 14 mandados de busca na região de Coimbra, envolvendo uma escola de ensino profissional e uma junta de freguesia.

“No decorrer da operação `Escola com Vista`, que contou com a participação de cerca de 30 inspetores do SEF, foi constituída arguida a sociedade responsável pela escola, o seu gerente e um outro cidadão nacional, indiciados em comportamentos ilícitos que consubstanciam o favorecimento e a facilitação da entrada e permanência ilegal de um elevado número de cidadãos estrangeiros”, revelou.

No decurso da operação foram identificados cerca de 70 cidadãos estrangeiros, para além de ter sido recolhida informação pertinente sobre as condições em que são alojados pelo estabelecimento de ensino.

De acordo com o SEF, esta investigação teve início em 2021, depois de terem surgido “fortes suspeitas do envolvimento e participação direta dos agora arguidos, em condutas criminosas materializadas na obtenção e utilização de documentação fraudulenta com vista a permitir, sob falsos pressupostos, a obtenção de vistos para estudo”.

Estes vistos eram “usados para outros fins, concretamente para promover a entrada e permanência irregular em outros países do espaço Schengen”.

“Por outro lado, e em conjugação de esforços, os arguidos visados nos autos de inquérito promoveram e facilitaram, de forma reiterada, a permanência ilegal de um considerável número de cidadãos estrangeiros oriundos da América do Sul, que se encontram matriculados naquele estabelecimento de ensino, sem que para tal se encontrassem documentalmente habilitados”, acrescentou.

O SEF revelou ainda que da execução dos mandados de busca e apreensão – 11 domiciliários e três não domiciliários – resultou a apreensão de documentação relevante para o inquérito, que “comprova em pleno as suspeitas iniciais”.

“As investigações prosseguem, designadamente com a análise do extenso acervo documental apreendido e restantes elementos de prova recolhidos”, concluiu.

Últimas do País

Um estudo da Rede Europeia Anti-Pobreza divulgado hoje conclui que o risco de pobreza em Portugal sobe de 16,6% para 27,6% se foram considerados os custos com a habitação.
Regiões a sul do rio Tejo estão em situação de onda de calor, tendo Mora atingido na quarta-feira os 40,3ºC, um extremo absoluto para um mês de maio, foi hoje divulgado.
A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) disse hoje que os passageiros que percam voos devido a tempos de espera prolongados nos controlos de fronteira não têm direito a indemnização ou assistência ao abrigo das regras europeias sobre transporte aéreo.
Sondagem mostra apoio à exigência de André Ventura de condicionar aprovação da reforma laboral à redução da idade da reforma em Portugal.
O valor das adjudicações por autarquias em investigação no inquérito que hoje originou a detenção de cinco pessoas pela Polícia Judiciária (PJ) é de quase dois milhões de euros, informou o Ministério Público.
A PSP de Braga deteve na quarta-feira, naquela cidade e na Área Metropolitana do Porto, 12 suspeitos de tráfico de droga e apreendeu mais de 10 quilos de produto estupefaciente, foi hoje anunciado.
A PSP identificou na terça-feira no concelho de Vila Franca de Xira um homem de 72 anos por suspeita de vários furtos em unidades hospitalares em várias zonas do país, informou hoje a força de segurança.
Oito meios aéreos, 737 operacionais e 178 veículos integram os meios permanentes do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) de 2026 – Beira Baixa na fase Delta, revelou hoje a Proteção Civil.
O prazo para limpeza dos terrenos foi alargado até 30 de junho para todo o território, anunciou o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, numa entrevista à RTP.
O Tribunal de Guimarães condenou hoje a penas efetivas, entre cinco anos e três meses e oito anos de prisão, 10 dos 12 arguidos acusados de agressões violentas contra dois enfermeiros e um segurança do Hospital de Famalicão.