TAP fecha 1.º trimestre com prejuízo de 57,4 ME

©facebook.com/tapairportugal

A TAP registou no primeiro trimestre um resultado líquido negativo 57,4 milhões de euros, uma “melhoria significativa” face aos primeiros trimestres de 2022 e 2019, segundo comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“Apesar de o resultado líquido ter sido negativo em 57,4 milhões de euros, este representa uma melhoria significativa quando comparado aos valores de 1T22 e 1T19, que registaram valores de -121,6 milhões de euros e -106,6 milhões, respetivamente”, segundo o comunicado sobre os resultados trimestrais do grupo.

A TAP destaca o “forte crescimento” da atividade no primeiro trimestre, com o número de passageiros e capacidade a superar os níveis pré-crise do primeiro trimestre de 2019 e a gerar um aumento das receitas para 835,9 milhões de euros, apoiado “em melhores níveis de utilização” de capacidade da frota.

O número de passeiros transportados pela TAP no 1.º trimestre aumentou em 66,9% face ao mesmo período de 2022 e superando os níveis do 1.º trimestre de 2019, enquanto operou 34,2% mais voos do que no 1.º trimestre de 2022 ou 92% do mesmo período de 2019.

Com um EBITDA recorrente de 120,1 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, o grupo salienta o “sólido” desempenho financeiro, apesar do aumento dos custos operacionais recorrentes.

O presidente executivo da TAP, Luís Rodrigues, no comunicado ao regulador da bolsa, destaca que o primeiro trimestre mostrou uma continuidade do crescimento da procura, fazendo com que a TAP transportasse, pela primeira vez num trimestre pós-crise, mais passageiros do que em 2019.

“A TAP apresentou neste trimestre, um forte desempenho operacional e financeiro, apesar do aumento dos custos e dos desafios operacionais. Enfrentar esses desafios às portas do verão é o caminho no qual temos de nos concentrar. Caminho esse, que não se pode realizar sem o esforço e dedicação de todos os nossos colaboradores, salientou.

Últimas de Economia

Portugal é o quinto país da UE com a carga horária semanal mais elevada, numa média de 39,7 horas por semana, só ultrapassado pela Grécia, Polónia, Roménia e Bulgária, indica uma análise da Pordata.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão voltar a subir na próxima semana com o gasóleo simples a aumentar em média 10 cêntimos por litro e a gasolina 95 a encarecer 6,5 cêntimos.
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as taxas de juro inalteradas em 2%, pela sétima vez consecutiva, considerando que continua “bem posicionado para navegar a actual incerteza” devido à guerra no Médio Oriente.
A taxa de inflação acelerou para 3,4% em abril, mais 0,7 pontos percentuais do que no mês anterior, novamente impulsionada pelos combustíveis, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 15,9% até fevereiro, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 13,3% e o consumo de cimento diminuiu 9,8%, segundo a AICCOPN.
A taxa de inflação anual da zona euro teve, em abril, um aumento mensal de 0,4 pontos percentuais para os 3,0%, puxada pelo segundo mês pela forte subida dos preços da energia, estimou hoje o Eurostat.
Abastecer volta a ficar mais caro já na próxima semana, com novos aumentos nos combustíveis, com a gasolina a subir 4,5 cêntimos por litro e o gasóleo a aumentar oito cêntimos por litro, penalizando outra vez quem trabalha, produz e depende do carro para viver, num país onde encher o depósito está cada vez mais próximo de um luxo.
O indicador de confiança dos consumidores caiu em abril para o valor mais baixo desde novembro de 2023, enquanto o clima económico aumentou, depois de ter diminuído em março.
A procura de crédito à habitação e consumo por parte dos clientes particulares aumentou no primeiro trimestre deste ano, segundo o inquérito ao mercado de crédito do Banco de Portugal.
As famílias na zona euro pouparam menos no quarto trimestre de 2025, tendência acompanhada no conjunto da União Europeia (UE), segundo dados divulgados esta terça-feira, 28, pelo Eurostat.