Companhia aérea Azul teve prejuízo de 137,2 milhões no primeiro trimestre

© Facebook/AzulLinhasAereas

A companhia aérea brasileira Azul, que detém uma participação de 45% na estatal portuguesa TAP, informou hoje que registou prejuízos de 727,6 milhões de reais (137,2 milhões de euros) no primeiro trimestre do ano.

Num comunicado enviado ao mercado, a empresa informou que as perdas do primeiro trimestre devem-se aos diferentes ajustamentos da frota que a empresa está a realizar face ao seu plano de reestruturação, bem como aos gastos associados a serviços de assessoria e a um ajustamento para um contrato de manutenção de um motor, que deverá ser substituído antes do final do ano.

Por outro lado, a empresa destacou que a sua receita bruta no trimestre aumentou 40,3% na mesma comparação para 4,4 mil milhões de reais (cerca de 822 milhões de euros), valor recorde para o período.

O resultado operacional medido pelo Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (da sigla em inglês Ebitda) saltou 73,8%, para 1.030 milhões de reais (cerca de 192,4 milhões de euros).

“O primeiro trimestre demonstrou mais uma vez a força do nosso modelo de negócios. Atingimos receitas recordes”, disse o presidente-executivo da Azul, John Rodgerson, citado na nota, e que reafirmou a continuidade do “plano de reestruturação” da empresa.

A dívida bruta da Azul entre janeiro e março situou-se em 21,6 mil milhões de reais (cerca de 4 mil milhões de euros), montante 0,9% inferior ao registado no trimestre anterior e 7,7% superior à dívida dos primeiros três meses de 2022.

Em 2022, a Azul registou perdas de 1, 8 mil milhões de reais (cerca de cerca de 336 milhões de euros no câmbio atual), valor 71,1% menor que em 2021, graças ao seu faturamento recorde no ano passado devido à recuperação do setor aéreo após a pandemia.

Após a abertura da Bolsa de Valores Brasileira (B3) as ações da Azul caíram mais de 8% devido às perdas do primeiro trimestre do ano.

Assim, as ações da companhia aérea foram cotadas ao preço de 11,79 reais (2,20 euros), o que representa uma queda de 8,32%. Por seu lado, as ações da empresa na bolsa norte-americana de Wall Street também caíram cerca de 8,3%, para 7,13 dólares (6,55 euros).

Últimas de Economia

O cabaz de bens essenciais encareceu 37,8% e custa agora mais 69,56 euros desde o início da guerra na Ucrânia. Fevereiro trouxe novo máximo histórico: 253,19 euros por 63 produtos básicos, segundo a DECO PROteste.
Os empréstimos para habitação cresceram 10,4% em janeiro, em termos anuais, a maior taxa de crescimento anual desde fevereiro de 2006, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
O líder do CHEGA defendeu, esta quarta-feira, uma isenção prolongada de IMI para as casas e empresas localizadas nos municípios afetados pelas intempéries e indicou que o Governo "admitiu a possibilidade" de estudar esta medida, desde que com critérios.
A EDP, grupo que integra a E-Redes, responsável pela operação da rede de distribuição em Portugal continental, já restabeleceu a energia a 100% dos clientes afetados pelas tempestades, anunciou hoje o presidente executivo.
O indicador de confiança dos consumidores inverteu a tendência e diminuiu em fevereiro, enquanto o indicador de clima económico aumentou ligeiramente, após ter caído em janeiro, segundo os inquéritos de conjuntura divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Cerca de 28 mil famílias economicamente vulneráveis que ficaram sem vales do programa Vale Eficiência, lançado para combater a pobreza energética, só poderão voltar a candidatar-se a um novo apoio com características semelhantes em 2027.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.105 euros por metro quadrado em janeiro, um novo máximo histórico e mais 18,7% do que período homólogo 2025, divulgou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística.
As vendas de créditos passam a ser obrigatoriamente comunicadas pelos bancos ao Banco de Portugal a partir desta quarta-feira, segundo a instrução do supervisor e regulador bancário.
bolsa de Lisboa negocia hoje em alta, com o PSI num novo máximo desde junho de 2008 e as ações da Navigator a subirem 1,42% e as do BCP a descerem 1,54%.
O preço de meia dúzia de ovos agravou-se 0,50 euros desde fevereiro do ano passado, mas manteve-se em 2026, segundo dados da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor enviados à Lusa.