Farmacêuticos voltam à greve durante três dias em junho

© D.R.

Os farmacêuticos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão estar em greve durante três dias em junho pela valorização da profissão e atualização salarial, manifestando-se disponíveis para reuniões com a tutela, “desde que sejam produtivas”.

De acordo com o pré-aviso que será hoje entregue e a que a Lusa teve acesso, a greve vai decorrer nos dias 22, 27 e 29 de junho, mas em modalidades diferentes.

O documento indica que no dia 22 a greve abrange todo o território continental e regiões autónomas, a 27 decorrerá nos distritos de Beja, Évora, Faro, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira e no dia 29 será nos distritos de Braga, Bragança, Porto Viana do Castelo e Vila Real, Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu.

Depois de uma reunião, em janeiro, com a tutela da Saúde considerada pelo sindicato uma “absoluta desilusão”, a estrutura sindical diz que houve outras reuniões entretanto, mas nenhuma com avanços efetivos nas negociações, considerando que “falta vontade política ao ministro da Saúde” para resolver a situação.

Segundo disse à Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos, Henrique Reguengo, que convocou a greve, nas reuniões tidas entretanto com a tutela os avanços foram “muito poucos” e em matérias “que nem deviam estar na negociação”, dando como exemplo as 100 vagas que deveriam ter sido abertas até julho do ano passado. O dirigente lembrou que, no inicio deste ano, apenas 34 tinham ido a concurso.

“Nas instituições, os quadros são completamente insuficientes e cada vez são mais insuficientes, porque as pessoas estão a sair. Só se fala dos enfermeiros a saírem, dos médicos a saírem, mas nós temos 1.000 farmacêuticos no Serviço Nacional de Saúde que estão a sair”, alertou Henrique Reguengo, acrescentando: “Felizmente, os farmacêuticos têm uma formação científica nas faculdades que lhes dá uma ampla gama de possibilidades”.

Segundo o dirigente sindical, “tudo aquilo que efetivamente é importante e que é preciso negociar, está completamente bloqueado”: “Continuamos com os quadros absolutamente insuficientes e continuamos com uma tabela que é de 1999”.

“Há, obviamente, completa disponibilidade para falar e para resolver as coisas e arranjarmos soluções, mas é preciso que do outro lado haja essa disponibilidade”, sublinhou, acrescentando: “Estamos disponíveis, mas é para isso, para negociar”.

A valorização da profissão, com a consequente revisão e atualização das grelhas salariais face às habilitações académicas e profissionais dos farmacêuticos, a contagem integral do tempo de serviço no SNS para efeitos de promoção e progressão na carreira e a vinculação efetiva dos farmacêuticos a exercer nos serviços públicos com contratos precários são algumas das reivindicações.

Além disso, exigem a adequação do número de farmacêuticos no SNS às necessidades e complexidade das atividades farmacêuticas desenvolvidas, o reconhecimento e homologação dos títulos de especialista atribuídos pela Ordem dos Farmacêuticos e a definição e regulamentação de um “processo especial e transitório para regularização do acesso à especialidade/residência farmacêutica por parte dos farmacêuticos contratados após 01 de março de 2020”.

Estão previstos serviços mínimos, com o sindicato a propor que funcionem nos serviços que trabalham ininterruptamente 24 horas por dia, nos sete dias da semana, sugerindo um número de efetivos igual àquele que garante o funcionamento aos domingos, no turno da noite, durante a época normal de férias.

Os farmacêuticos do SNS estiveram em greve pela primeira vez em outubro e em novembro do ano passado, numa paralisação que teve uma adesão superior a 90%, segundo os dados do sindicato.

Últimas do País

O Sistema de Entradas e de Saídas (EES) sofreu alterações técnicas e 24 militares da GNR reforçaram o controlo de passageiros. Teste servirá para fazer avaliação, voltando depois o EES a ser suspenso.
Dois idosos foram hoje transportados ao hospital depois de, juntamente com mais quatro pessoas, terem sido retiradas de um prédio, na rua da Picaria, no Porto, onde deflagrou um incêndio disse à Lusa fonte municipal.
Dois médicos foram condenados a pagar uma multa de seis mil euros, cada um, pela morte de um recém-nascido cerca de cinco horas após o parto no Centro Materno Infantil do Norte, segundo uma sentença consultada hoje pela Lusa.
Os cinemas portugueses registaram no ano passado 10,9 milhões de espectadores, uma quebra de 8,2% face a 2024, revelou hoje o Instituto do Cinema e Audiovisual, que é o pior número desde 1996, sem contar com a pandemia.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) apreendeu nos últimos seis anos 19.005 armas, destacando-se as pistolas (8.086), em operações especiais de prevenção criminal, informou hoje aquela força de segurança.
O Estado português pagou nos últimos nove anos cerca de 1,5 milhões de euros em indemnizações a reclusos detidos em celas consideradas desumanas e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) ainda tem mais de 850 queixas pendentes.
Enquanto o socorro médico não chegava, dois militares da GNR assumiram o controlo da situação e impediram uma tragédia. A rápida intervenção foi decisiva para salvar a vida de um homem em paragem cardiorrespiratória.
Onze distritos de Portugal continental vão estar na terça-feira sob aviso amarelo à previsão de chuva por vezes forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Um incêndio que terá tido origem numa lareira consumiu hoje, totalmente, uma habitação em Vilarinho de Arcos, concelho de Montalegre, deixando desalojado um homem de 98 anos, revelou à Lusa fonte da GNR local.
As urnas na Cidade Universitária de Lisboa registaram uma participação de 17% até às 12h00, segundo o vice-presidente da Câmara Municipal, Gonçalo Reis.