Fesap ameaça fazer greves em julho na saúde, inspeção e ADSE

©D.R.

A Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) ameaçou hoje avançar para várias greves setoriais em julho, caso o Governo não encontre soluções, até ao final de junho, para algumas carreiras na saúde, inspeção e na ADSE.

A intenção de avançar com greves na primeira quinzena de julho para os vários setores foi avançada em conferência de imprensa pelo secretário-geral da Fesap, José Abraão.

Na área da saúde, em relação aos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, segundo o sindicalista, “falta resolver a contagem dos pontos para efeitos de progressão” e também “reposicionar os administrativos, os assistentes operacionais e técnicos superiores, no que respeita àquilo que é o contrato que celebraram, em muitos casos, há mais de 20 anos”.

O sindicalista ameaçou ainda avançar para a greve em julho caso não haja solução “até final de junho” para os trabalhadores das carreiras de inspeção externa do Estado, nomeadamente os inspetores da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), Segurança Social e fundos comunitários, devido à “demora na abertura dos concursos de promoção, há largos meses a aguardar despacho do Ministério das Finanças”.

A revisão das carreiras especiais de informática, da polícia municipal e da Justiça é outra das questões que a Fesap quer ver resolvida até ao final do próximo mês.

“Se até final do mês de junho também não houver uma resposta clara a estes trabalhadores, a Fesap emitirá um pré-aviso de greve para a primeira quinzena de julho”, reforçou José Abraão.

Quanto à ADSE, a estrutura sindical critica a falta de pessoal verificada no instituto de proteção e assistência na doença, face ao aumento do número de beneficiários, e defende uma redução dos descontos compensada com contribuições por parte dos empregadores públicos.

Segundo Abraão, a isenção das autarquias do pagamento das comparticipações dos beneficiários da ADSE representa uma despesa de cerca de 80 milhões de euros.

José Abraão criticou ainda a proposta do Governo sobre a revisão do sistema de avaliação de desempenho (SIADAP), que deverá começar a ser negociada em breve, já que “mantém a injustiça das quotas” e só produzirá efeitos em 2026.

Últimas do País

O Funchal vai receber, dia 23 de abril, um seminário dedicado à 'Inclusão e Combate ao Bullying LGBTQIA+', no âmbito do projeto ETHOS, uma iniciativa que conta com apoio e financiamento público.
A PSP registou durante o fim de semana 132 infrações rodoviárias por excesso de álcool, das quais 100 resultaram na detenção dos condutores por ultrapassarem a taxa crime, foi hoje divulgado.
O Tribunal de São João Novo, no Porto, começou hoje a julgar 18 arguidos suspeitos de burlas com mensagens fraudulentas superiores a 800 mil euros, com o alegado líder do esquema a ficar em silêncio.
Duas federações para a deficiência e doença mental criticaram o Governo pelo aumento de 4,7% nos apoios, abaixo do concedido em 2025, que consideram "um atentado à estabilidade das instituições" e "prova inequívoca" de "falta de compromisso do Estado".
A proposta do CHEGA para integrar a medicina dentária na carreira especial médica do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi rejeitada no Parlamento.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher na Praia da Vitória, nos Açores, na posse de mais de 2,6 quilos de heroína, revelou hoje em comunicado.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deu hoje início a uma campanha de sensibilização nas escolas de todo o país para prevenir os maus-tratos na infância e proteger os direitos das crianças.
O ex-presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia Eduardo Vítor Rodrigues começa, esta segunda-feira, a ser julgado por ter usado dinheiro da autarquia para comprar bilhetes para assistir a jogos de futebol da Liga dos Campeões.
Diretora de instituição guardava droga no local de trabalho. PJ apanha rede com ligações a antigo atleta de MMA e a alegado “barão” do Porto. Todos em prisão preventiva.
Jovem de 20 anos sofreu traumatismo craniano após ser agredido por vários indivíduos. Amigo que tentou ajudar também foi atacado.