TAP: Nova auditoria do TdC vai incluir informação sobre fundos Airbus

©TAP

A comissão de inquérito à TAP apurou que na lista de documentos do Tribunal de Contas (TdC) recebidos pela Parpública para a auditoria anterior, não constam referências aos fundos Airbus, informação superveniente que será incluída na nova auditoria.

“A CPI apurou que a lista de evidências reportada pelo Tribunal de Contas difere da listagem de documentação identificada pela Parpública como tendo sido enviada ao Tribunal, uma vez que, na lista do Tribunal não constam referências aos ‘Fundos Airbus’”, lê-se no relatório preliminar da comissão de inquérito à TAP, elaborado pela deputada socialista Ana Paula Bernardo, a que a Lusa teve acesso.

Em causa está a capitalização de 226,75 milhões de euros na TAP, pela Atlantic Gateway – consórcio formado por David Neeleman e Humberto Pedrosa -, no âmbito da privatização concretizada na reta final do Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho.

“Em matéria de processo de capitalização e da sua relação com a Airbus, considerou o Tribunal de Contas ser a informação superveniente relevante, pelo que a incluirá na nova auditoria já anunciada”, refere o relatório.

O relatório concluiu que o Governo de Passos Coelho teve conhecimento dos fundos Airbus em mais detalhe em 16 de outubro de 2015 e que a Parpública deu anuência a esta forma de capitalização, através de fundos da fabricante de aeronaves que “consubstanciaram um mecanismo simultâneo de novação contratual para aquisição de aeronaves e de capitalização realizada pela Atlantic Gateway”.

Segundo o relatório, a comissão de inquérito concluiu que a pasta de transição entre o Governo PSD/CDS-PP e o Governo PS liderado por António Costa “continha informação documental alegadamente semelhante à que foi entregue ao Tribunal de Contas”.

Em 2022, na sequência de um pedido de auditoria interna de iniciativa da TAP sobre os custos da frota, foi dado conhecimento às tutelas dos resultados das conclusões da sociedade de advogados “Serra Lopes” e, face à informação transmitida, o Governo entendeu remeter os referidos documentos para apreciação do Ministério Público, que abriu um inquérito.

O relatório destaca ainda que a privatização da TAP em 2015, tendo em conta “o contexto político que se vivia no momento”, com um Governo demitido por uma maioria no parlamento, “não deveria ter sido concluída naquela data”.

Últimas de Economia

O déficit comercial de bens entre a zona euro e o mundo aumentou para 1,9 mil milhões de euros, em janeiro, face aos 1,4 mil milhões de euros do mesmo mês de 2025, segundo o Eurostat.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana com o gasóleo simples a aumentar cerca de 15 cêntimos por litro, e a superar os dois euros, e a gasolina 95 a encarecer nove cêntimos.
Mais de metade das habitações familiares anteriores a 1960 não sofreram obras de renovação para melhorar a eficiência energética e 30,1% das casas construídas antes de 1945 são ocupadas por famílias em risco de pobreza, indicou hoje o INE.
O relatório final dos peritos europeus confirma que o apagão ibérico foi provocado por falhas em cascata e recomenda reforçar tanto os quadros regulatórios como a coordenação entre operadores da rede e grandes produtores, de forma a prevenir eventos semelhantes.
A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação diminuiu para 3,079% em fevereiro, ficando abaixo dos 3,111% de janeiro de 2026 e dos 3,830% de fevereiro de 2025, indicam dados divulgados hoje pelo INE.
O preço do gás na Europa disparou hoje 35% após os ataques às infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em particular um ataque iraniano à maior instalação de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Qatar.
O primeiro-ministro admitiu hoje que Portugal pode ter défice em 2026 devido à “excecionalidade” relacionada com os impactos das tempestades e da crise energética e rejeitou “uma obsessão” para ter excedente orçamental que impeça apoios ao país.
O índice de preços na produção industrial (IPPI) caiu 3,5% em fevereiro, face ao mesmo mês de 2025, devido à redução dos preços da energia, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados hoje.
O Banco Central Europeu recebeu 416 denúncias de infrações em 2025, um número semelhante às 421 de 2024, mas superior às 355 de 2023, indica um relatório da instituição divulgado hoje.
As energias renováveis garantiram 79,0% da eletricidade produzida em Portugal continental nos dois primeiros meses do ano, o terceiro melhor registo da Europa em termos de incorporação renovável, informou hoje a Apren.