Operação da PSP contra tráfico de armas já regista 27 detidos

© Facebook/PSP

A operação da PSP contra o tráfico de armas que decorre hoje nos distritos de Lisboa, Santarém e Leiria regista já 27 detidos e pelo menos 65 armas de fogo apreendidas, anunciou fonte policial.

Pelas 10:00, segundo explicou à Lusa a mesma fonte, as diligências ainda estavam em curso e a PSP continuava a fazer a compilação do material apreendido na operação, que inclui também cerca de 3.000 munições e coletes balísticos.

O anterior balanço da PSP, realizado pelas 08:00, apontava apenas para a existência de sete detidos e a apreensão de 12 armas. No entanto, os dados finais da operação, que envolve o cumprimento de 80 mandados de busca, só devem ser conhecidos ao final da manhã.

De acordo com o comunicado já divulgado pela força de segurança, a operação surge na sequência de uma investigação que dura há cerca de ano e meio, delegada pelo Departamento de Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) do Ministério Público (MP) na Polícia de Segurança Pública (PSP).

Em causa está um grupo de suspeitos de venda ilegal de armas de fogo e munições, sobre o qual recaem “fortes indícios” de ter posto a circular ilegalmente dezenas de armas de fogo e “uma quantidade considerável” de munições de vários calibres.

Nesta operação participam centenas de polícias do Comando Metropolitano de Lisboa, do Comando Distrital de Setúbal da PSP, da Unidade Especial de Polícia, do Departamento de Armas e Explosivos, contando ainda com a colaboração da GNR na área da sua competência.

O DCIAP revelou, entretanto, uma nota de imprensa que aponta para a suspeita da prática dos crimes de tráfico de armas e de detenção de arma proibida.

“Indicia-se que os suspeitos adquiriam e revendiam armas de fogo, munições e componentes, sem que tivessem licença para o efeito e sem que os compradores tivessem licença para essa aquisição. Indicia-se igualmente que um dos suspeitos, que gere um estabelecimento comercial de espingardaria, participava nessas vendas ilícitas e as ocultava”, refere a nota do MP.

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