Rendibilidade das empresas aumentou para 9,4% no 1.º trimestre de 2023

© D.R.

A rendibilidade das empresas aumentou para 9,4% no primeiro trimestre de 2023 e a autonomia financeira, medida pelo peso do capital próprio no balanço, cresceu para 42,6%, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).

“A rendibilidade das empresas, medida pelo rácio entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo, aumentou pelo nono trimestre consecutivo, fixando-se em 9,4% no primeiro trimestre de 2023”, referem as estatísticas das empresas da central de balanços, hoje divulgadas pelo banco central.

De acordo com o BdP, no final de março, a rendibilidade do ativo das empresas privadas encontrava-se 1,5 pontos percentuais (p.p.) acima do verificado no homólogo de 2022 e 1,8% acima do mesmo período de 2019 (período pré-pandemia).

A análise setorial regista que a rendibilidade do ativo aumentou em todos os setores relativamente ao primeiro trimestre do ano, com exceção da construção, que abrandou 0,2 p.p. para 5,5%.

Os setores dos transportes e armazenagem (13,4%), comércio (11,3%), eletricidade e água (9,1%) e sedes sociais (7,5%) registaram crescimentos iguais ou superiores a 1,0 pontos percentuais, com variações respetivas de 3,2 p.p., 2,3 p.p., 3,1 p.p. e 1,4 p.p., respetivamente.

Já no capítulo da autonomia financeira, medida pelo peso do capital próprio no total do ativo, esta aumentou 2,0 p.p., para 42,6%, atingindo um máximo desde o início da série, em 2006.

No primeiro trimestre de 2021, a autonomia financeira tinha sido de 40,6% e, no primeiro trimestre de 2019 (período pré-pandemia), de 37,5%.

Em sentido inverso, o peso dos financiamentos obtidos no total do ativo recuou de 32,0% para 29,3% em termos homólogos durante o primeiro trimestre de 2023. “Para esta redução contribuíram, principalmente, os empréstimos contraídos junto do setor financeiro e os obtidos junto de empresas do grupo”, explica o BdP.

As maiores variações homólogas no campo da autonomia financeira foram verificadas nas sedes sociais (3,4 p.p., para 65,1%), nos transportes e armazenagem (2,9 p.p., para 27,3%), comércio (2,8 p.p., para 41,2%), outros serviços (2,2 p.p., para 42,7%) e eletricidade e água (2,1 p.p., 36,9%).

Por classe de dimensão das empresas privadas o aumento deste indicador foi “mais expressivo nas PME (subiu de 40,5% no primeiro trimestre de 2022, para 43,2% no primeiro trimestre de 2023) do que nas grandes empresas (passou de 34,8% para 36,0%)”, enquanto nas empresas públicas “cresceu de 32,2% para 35,6%”.

Últimas de Economia

A taxa de inflação anual da zona euro deverá ter aumentado em 3,2% em maio de 2026, face aos 3,0% registados em abril, puxada pelos preços da energia, segundo uma estimativa rápida hoje divulgada pelo Eurostat.
Quase metade dos participantes num inquérito organizado pela consultora QSP identificam a subida de preços como o maior risco que as empresas enfrentam num futuro próximo.
Os portos da Madeira registaram a entrada de 129 navios de cruzeiro no primeiro trimestre desde ano, mais 24 do que no mesmo período do ano passado, indicou hoje a Direção Regional de Estatística (DREM).
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 3.900 milhões de euros em abril, para 287.100 milhões de euros, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
Os preços das casas em Portugal devem manter-se elevados, com a demora das medidas para estimular a oferta a produzir efeitos, existindo riscos associados à capacidade de pagar os créditos, principalmente com garantia pública, conclui a DBRS.
A prestação da casa vai subir em junho para créditos com taxa variável a três meses, seis meses e 12 meses, segundo adiantou a Deco Proteste.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira e termina maio com a média mensal a subir de novo nos três prazos.
A esperança de vida à nascença aumentou para 81,75 anos, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo o qual aos 65 anos a população portuguesa pode esperar viver mais 20,19 anos.
A idade da reforma vai subir para os 66 anos e 11 meses em 2027, segundo confirmam os dados da esperança de vida hoje publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os estrangeiros representaram 28% das compras de casas em Portugal no ano passado, segundo dados do Banco de Portugal divulgados hoje no Relatório de Estabilidade Financeira.