Organização dos Países Exportadores de Petróleo revê em alta procura mundial de petróleo em 2023

© D.R.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) elevou hoje em 100.000 barris diários a sua previsão para a procura mundial de petróleo em 2023, em comparação com as estimativas feitas há um mês, devido ao impulso da economia chinesa.

“A procura mundial de petróleo deverá crescer 2,4 milhões de barris por dia em 2023, depois de uma revisão em alta de cerca de 0,1 milhões de barris por dia em relação ao mês passado, principalmente devido a uma procura mais forte na China no segundo trimestre”, afirmou a OPEP no seu relatório mensal sobre o mercado petrolífero.

As estimativas da OPEP, que situam a procura total em 2023 em 102 milhões de barris por dia, contrastam com as da Agência Internacional da Energia, que reviu em baixa a sua previsão para a procura mundial de petróleo este ano, devido a expectativas económicas mais baixas, nomeadamente uma menor atividade industrial na Europa.

A OPEP, por outro lado, sublinha que aumentou as suas expectativas para o consumo mundial de petróleo devido ao forte crescimento homólogo da procura em abril e maio na China, o maior importador mundial de petróleo bruto.

Nos países mais desenvolvidos, a procura de petróleo em 2023 aumentará 62.000 barris por dia para 46 milhões de barris por dia, segundo a OPEP, enquanto os países em desenvolvimento serão responsáveis por quase todo o aumento do consumo com 2,4 milhões de barris por dia para um total de 55,99 milhões de barris por dia.

Até 2024, a OPEP prevê um “crescimento global sólido”, aumentando a procura de petróleo em 2,2 milhões de barris por dia para uma média de 104,25 milhões de barris por dia, com grande parte do crescimento em países em desenvolvimento como a China e a Índia.

O grupo de produtores de petróleo espera que a economia mundial cresça 2,5% no próximo ano, abaixo da sua estimativa de crescimento de 2,6% este ano.

Últimas de Economia

O presidente do CHEGA responsabiliza o Partido Socialista de abrir caminho a um Orçamento que, segundo afirma, vai agravar o custo de vida das famílias. O líder do CHEGA critica a ausência de reduções do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar e denuncia um “falhanço em toda a linha”.
O Governo prevê arrecadar 3.796 milhões de euros em 2027 com o imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), mais 186 milhões do que o estimado para este ano, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
André Ventura acusou o Governo de estar a penalizar os portugueses com a subida dos impostos e voltou a exigir uma redução do IVA nos combustíveis. “Os portugueses estão a sofrer, e não é pouco”, defendeu.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,34 euros, fixando-se nos 255,56 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O antigo ministro João Gomes Cravinho admitiu hoje que soube de forma "muito genérica" que o custo das obras no antigo Hospital Militar de Belém iria derrapar, mas ressalvou que nunca surgiu um "pedido de despesa suplementar".
A diferença entre as duas maiores cidades do país é expressiva: 583 novos alojamentos locais no Porto contra apenas 124 em Lisboa desde o início do ano.
A Caixa Geral de Aposentações (CGA) calculou mal as pensões de 2937 pessoas e atribuiu-lhes valores superiores aos que resultavam da aplicação da lei. A falha foi agora detetada e os recém-reformados estão a ser informados de que vão passar a receber menos.
A taxa de inflação homóloga dos países da OCDE subiu para 4,3% em agosto, contra 4,1% em julho, impulsionada por um forte aumento dos preços da energia, enquanto a inflação dos alimentos continuou a desacelerar, foi hoje anunciado.
O Estado injetou cerca de 30 mil milhões de euros no setor financeiro desde a crise de 2008. Até ao final de 2025, apenas 8,9 mil milhões tinham sido recuperados, segundo dados divulgados pelo Tribunal de Contas.
Os cerca de 540 diplomatas portugueses terão novos aumentos salariais no próximo ano. A valorização mensal varia entre 108 e 289 euros e completa a revisão remuneratória iniciada em 2025.