Santa Maria preparado para receber Papa e a aguardar vistoria do Vaticano

© CM-Odivelas

O Hospital Santa Maria (Lisboa) tem o plano estabelecido para receber o Papa Francisco caso ocorra um problema de saúde durante a Jornada Mundial da Juventude, faltando apenas a visita da segurança do Vaticano para validar o processo.

Em entrevista à agência Lusa, o enfermeiro-chefe do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), José Alexandre Abrantes, adiantou que foi pedido ao Hospital Santa Maria um plano para o Papa Francisco, que visita Portugal de 02 a 06 de agosto para presidir à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), onde são esperados 1,5 milhões de peregrinos.

Tal como nas anteriores visitas papais, o Centro Hospitalar Lisboa Norte (Santa Maria e Pulido Valente) tem preparada uma resposta à eventual necessidade de acudir ao Papa Francisco, bem como à sua comitiva.

Os protocolos de segurança implicam algumas medidas, nomeadamente “circuitos reservados, que são avaliados, não só pela segurança portuguesa e pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), mas também pela segurança do próprio país” de origem do visitante, neste caso o chefe da Igreja Católica.

“O plano foi estabelecido e o circuito está estabelecido, tudo combinado com o INEM”, adiantou o responsável, realçando que falta apenas uma visita da segurança do Vaticano, que é “o último passo”, na qual será avaliado o que hospital tem planeado e eventualmente sugerida alguma medida de correção que entendam necessário.

Questionado pela Lusa se este é o centro hospitalar que irá socorrer o líder da igreja católica, José Alexandre Abrantes limitou-se a dizer que isso só será conhecido “se, infelizmente, acontecer alguma coisa ao Papa” e este for levado para esta unidade de saúde na capital, que acolhe a jornada.

Pormenores como a cor do quarto destinado ao Papa ou a zona do edifício onde ficará instalado, estão guardados a sete chaves: “Se alguém, por exemplo, dissesse alguma coisa que não devia, Santa Maria saía de cena”, comentou.

O que pode ser divulgado é que o hospital tem três circuitos delineados para a JMJ.

Um circuito normal para a urgência normal, um circuito VIP porque juntamente com o Papa vem outros bispos, cardeais e eventualmente para jovens, poderá haver algum com relações familiares a um chefe de Estado, e um circuito “via VIP” para o sumo pontífice que definirá para onde será levado e acompanhado consoante a situação clínica.

Há também uma equipa do INEM que vai estar em permanência com o Papa, “desde que chega a Portugal até que sai”, que vai estar em articulação direta com o Hospital Santa Maria, tal como a segurança do líder religioso.

José Alexandre Abrantes salientou que é importante a população entender que “não é por ter uma entidade em Portugal” que vão deixar de tratar as outras pessoas: “Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Mesmo os meios que estão dedicados [à JMJ] são extra”, declarou.

Apelou ainda aos utentes para recorrerem às urgências hospitalares apenas em caso de necessidade, mas ressalvou que não é por causa da presença do Papa Francisco, mas por ser o procedimento correto.

O Papa, primeiro a inscrever-se na JMJ, chega a Lisboa no dia 02 de agosto e permanecerá até dia 6. No dia 5 tem prevista uma visita de duas horas ao Santuário de Fátima para rezar pela paz e pelo fim da guerra na Ucrânia.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures, e no Parque Eduardo VII, no centro da capital.

Últimas do País

O presidente do CHEGA acusa grupos de extrema-esquerda de se infiltrarem nas manifestações pela habitação para provocar confrontos com a polícia. Ventura defende a atuação das forças de segurança e exige medidas urgentes no Orçamento do Estado, rejeitando reuniões políticas sem soluções concretas.
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) alertou que mais de 60 ambulâncias do INEM estão em oficinas sem ordem de reparação, suspeitando que o instituto pretende substituí-las por viaturas ligeiras.
Portugal registou 2.767 acidentes rodoviários e 13 vítimas mortais entre 13 e 19 de outubro, mais oito mortes do que no mesmo período de 2025. Durante a campanha 'Viaje sem Pressa', a GNR e a PSP fiscalizaram mais de 5,4 milhões de veículos e detetaram 12.994 infrações por excesso de velocidade.
O Ministério Público (MP) acusou 11 pessoas e 15 sociedades dos crimes de associação criminosa, fraude fiscal, burla tributária e branqueamento, através da venda de veículos, componentes automóveis e deduções indevidas de IVA, segundo publicação hoje consultada pela Lusa.
O património imobiliário do PCP está avaliado em cerca de 14,5 milhões de euros, segundo dados divulgados, que identificam mais de 300 prédios associados ao partido. Entre compras, vendas e permutas, destaca-se um negócio em Aveiro que envolve um imóvel adquirido por 350 mil euros e uma permuta por cinco frações avaliadas em 800 mil euros, operação que foi alvo de investigação do Ministério Público.
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou 100 vítimas de 'bullying' em 2025, a maioria raparigas entre os 11 e os 14 anos, segundo dados divulgados hoje, Dia Mundial do Combate ao Bullying.
Um casal suspeito de burlar idosos em Silves através da simulação de acidentes de viação, exigindo dinheiro para reparar danos nos veículos, foi detido na segunda-feira pela GNR. Os suspeitos, ambos com 45 anos, convenciam as vítimas de que tinham provocado estragos nas viaturas e pressionavam-nas a pagar de imediato, evitando a comunicação do caso às autoridades ou às seguradoras.
As autoridades policiais apreenderam desde 01 de janeiro deste ano 42 toneladas de cocaína, mais 17 do que em todo o ano de 2025, revelou hoje o diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ).
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve hoje 55 manifestantes que resistiram quando a força de segurança retirou as tendas da Acampada de Lisboa que se encontrava na Praça D. Pedro IV (Rossio).
Um esquema de tráfico internacional que utilizava filtros de água para esconder cocaína proveniente de um cartel colombiano terminou com condenações em tribunal. Segundo avança o Jornal de Notícias, os equipamentos eram utilizados para dissimular a droga e facilitar a sua importação.