Biden anuncia que receberá primeiro-ministro israelita ainda este ano

O Presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou hoje que deverá receber o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, antes do final do ano, prometendo que irá discutir "assuntos difíceis".

© Facebook / President biden

Biden e Netanyahu encontraram-se hoje, brevemente, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, e o Presidente norte-americano prometeu que uma futura possível reunião versará sobre “assuntos difíceis”, “valores democráticos” e “equilíbrio de poderes”, numa clara referência à polémica reforma judicial em Israel, promovida pelo Governo e que já foi criticada pelos Estados Unidos.

A demora de uma reunião formal entre os dos líderes tem sido interpretada como sinal de descontentamento dos Estados Unidos face ao novo Governo de Israel de Netanyahu, que lidera uma coligação que integra partidos ultraortodoxos.

Na breve conversa de hoje com Biden, Netanyahu limitou-se a dizer que os dois países mantêm objetivos comuns.

“Sob a sua liderança como Presidente, seremos capazes de forjar uma paz histórica entre Israel e a Arábia Saudita”, disse o chefe de Governo israelita a Biden.

Acrescentou que está determinado em defender os valores democráticos, apesar da reforma judicial em curso, que tem sido alvo de contestação popular e de críticas dos opositores, que alegam que diminui o poder do Supremo Tribunal face ao poder político governamental.

Um acordo entre Israel e a Arábia Saudita, países rivais, iria ao encontro dos desejos dos EUA, depois de a Casa Branca ter dito que esse entendimento é uma variável essencial para a estabilidade política no Médio Oriente.

Últimas do Mundo

Os dois executores do testamento de Jeffrey Epstein propuseram um acordo de 25 milhões de dólares (21,2 milhões de euros) às vítimas do criminoso sexual norte-americano que interpuseram uma ação coletiva contra ambos, segundo uma minuta hoje publicada.
As forças policiais de 16 países africanos detiveram 651 pessoas e desmantelaram redes de cibercrime que extorquiram um total de 38 milhões de euros a centenas de vítimas, anunciou hoje a Interpol.
A polícia do Reino Unido deteve hoje Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Carlos III, por suspeita de má conduta em cargo público, noticiaram meios de comunicação social britânicos.
A plataforma de transmissão de vídeos YouTube admitiu que está a sofrer hoje interrupções em vários países, incluindo Portugal e os Estados Unidos.
O Governo de Espanha desbloqueou hoje 7.000 milhões de euros de ajudas a pessoas, empresas e municípios afetadas pelas tempestades das últimas semanas no país.
A Comissão Europeia iniciou hoje uma investigação formal à chinesa Shein por suspeitas de design aditivo, falta de transparência nas recomendações e venda de produtos ilegais na União Europeia (UE), incluindo conteúdos associados a abuso sexual de menores.
Peritos da ONU defendem hoje que os arquivos do pedófilo norte-americano Jeffrey Epstein mostram atrocidades de tal magnitude, carácter sistemático e alcance transnacional que poderiam ser consideradas legalmente como “crimes contra a humanidade”.
A rede social X, anteriormente Twitter, voltou ao normal por volta das 14h30 de hoje, após sofrer uma quebra em vários países uma hora antes, incluindo Estados Unidos, Portugal e Espanha, por causas ainda desconhecidas.
A Comissão Europeia foi alvo de buscas policiais em Bruxelas devido a suspeitas na venda de 23 imóveis ao Estado belga em 2024. A investigação está a cargo do Ministério Público Europeu, que confirmou diligências de recolha de provas.
Dados recentes da agência europeia FRONTEX indicam que, entre 2024 e 2025, mais de 100 mil pessoas entraram ilegalmente em Espanha pelas rotas do Mediterrâneo Ocidental e das Canárias. Cerca de 73% provêm de países sem conflitos armados generalizados.