Galamba admite “atraso na execução” do investimento da ferrovia

O ministro das Infraestruturas garantiu hoje que “não há nenhum corte de investimento” na ferrovia, mas sim o “reconhecimento de atrasos de investimentos em curso”, depois de a despesa prevista para este ano ser cerca de 25% inferior à orçamentada.

© Folha Nacional

“Os projetos em si serão feitos, não serão feitos com a rapidez que todos pretendíamos”, disse João Galamba aos jornalistas, durante uma visita ao Centro de Comando Operacional (CCO) de Lisboa, acrescentando que há problemas na execução do investimento.

Na sexta-feira, o Ministério das Infraestruturas admitiu executar este ano menos 189 milhões de euros de investimento público na ferrovia face ao inicialmente previsto no Orçamento do Estado para 2023.

“Temos acompanhado muito perto, quer em diálogo com a IP, quer com os empreiteiros, na tentativa obviamente que estas obras sejam realizadas o mais rapidamente possível, mas não há aqui nenhuma redução da ambição no investimento, nenhum abandono de nenhum projeto de investimento”, insistiu, sublinhando que o todo o investimento previsto na ferrovia “é para executar”.

O governante garantiu que o executivo fará “tudo” para que o investimento “seja executado o mais rapidamente possível”.

“Infelizmente, isso não depende só do Governo e não depende só da IP e, muitas vezes, não depende só dos empreiteiros, uma vez que falamos também de equipamentos e materiais que têm que ser fornecidos por terceiros”, assinalou.

João Galamba acrescentou que até ao final do ano será lançado “o primeiro concurso referente ao primeiro troço do TGV, e a seguir logo o segundo” – ainda que o segundo esteja a aguardar a emissão da declaração de impacto ambiental.

Questionado sobre novas informações sobre a privatização da TAP, Galamba remeteu novos desenvolvimentos para breve.

“Está previsto ser aprovado o decreto-lei esta semana e, portanto, haverá novidades sobre isso quando o decreto-lei for apresentado”, referiu.

Últimas de Economia

O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 254,99 euros, mais 0,60 euros relativamente à semana anterior, foi hoje anunciado.
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação vai acelerar para 3,1% no segundo trimestre de 2026 devido ao aumento dos preços da energia causado pela guerra no Médio Oriente.
A atividade económica em Portugal registou uma quebra na última semana de março, de acordo com o indicador diário divulgado hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
As taxas Euribor desceram a seis e 12 meses e subiram a três meses hoje, face a quarta-feira.
Os concursos de empreitadas de obras públicas promovidos até fevereiro diminuíram 35% em número e 49% em valor face ao mesmo mês de 2025, respetivamente para 467 e 861 milhões de euros.
O consumo de eletricidade atingiu, entre janeiro e março, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre em Portugal, registando um máximo de 14,6 Terawatt-hora (TWh), segundo informou a REN - Redes Energéticas Nacionais em comunicado.
Os consumidores em Portugal contrataram em fevereiro 769,4 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 10,8%, enquanto o número de novos contratos recuou para 134.697, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os pagamentos em atraso das entidades públicas fixaram-se em 369,7 milhões de euros em fevereiro, uma subida de 5,8 milhões de euros face ao período homólogo e de 34,5 milhões face a janeiro, foi hoje anunciado.
Os preços das casas estão a aumentar ininterruptamente em Portugal desde que o primeiro governo de Luís Montenegro tomou posse, em 02 de abril de 2024, contribuindo para agravar uma crise ainda sem solução à vista.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 1.560 milhões de euros em fevereiro, para 282.711,2 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).