Grupo Costa Nova investe 14 milhões em nova fábrica que vai criar 150 empregos

O grupo Costa Nova Indústria inaugura na quarta-feira a sua quarta unidade fabril, um investimento de 14 milhões de euros, que vai criar 150 postos de trabalho e produzir, numa primeira fase, cerca de 15 a 20 mil peças por dia.

© Facebook/grupocostanova

Em comunicado, o grupo informa que a nova unidade industrial – Ecogres-Cerâmica Ecológica – é dedicada ao fabrico de coleções de artigos de mesa a partir de uma matéria-prima reciclada recorrendo a equipamentos dos mais avançados em termos energéticos.

Ocupando 16 mil metros quadrados na Zona Industrial da Mota, em Ílhavo, o edifício surgiu da requalificação de uma antiga fábrica e gera 55% da energia que consome.

Com uma produção inicial de cerca de 15 a 20 mil peças por dia, o objetivo, a médio prazo, é atingir a fasquia das 30 mil peças, refere o grupo.

“Mais do que uma marca ou um produto, a Ecogres é um conceito, uma fábrica, uma filosofia. […] Esta nova fábrica é o exemplo maior das boas práticas de produção de cerâmica sustentável, uma das instalações industriais mais avançadas do mundo em termos de eficiência energética”, sublinha Miguel Casal, presidente executivo do grupo Costa Nova Indústria, que se define como um dos maiores produtores mundiais de grés fino.

De acordo com o grupo, “todo o ‘layout’ da fábrica foi pensado com o objetivo de aumentar a produtividade, reduzir o esforço humano, a pegada ecológica da cerâmica e o consumo de energia e de recursos”.

O grupo Costa Nova tem génese na Grestel, empresa fundada em 1998 e sediada em Vagos, que dedica à produção de artigos de mesa, forno e acessórios de servir em grés fino, e emprega 900 dos 1.060 colaboradores do grupo.

Opera nas áreas de ‘private label’ (produzindo para marcas internacionais) e detém as marcas próprias Costa Nova, Casafina e Ecogres.

Segundo a nota de imprensa, entre 85 e 90% da produção destina-se à exportação, tendo os EUA como o principal mercado, representando cerca de 50% da faturação. Em 2022, o grupo registou um volume de negócios de 40,1 milhões de euros.

(NOVA VERSÃO PARA CORRIGIR NO PRIMEIRO PARÁGRAFO A DATA DA INAUGURAÇÃO DA FÁBRICA QUE É NA QUARTA-FEIRA, DIA 25 DE OUTUBRO)

Últimas de Economia

O consumo diário de energia elétrica em Portugal voltou a bater recordes esta semana, atingindo na quinta-feira um novo máximo histórico de 192,3 Gigawatt-hora (GWh), segundo dados da REN divulgados hoje.
As exportações de bens caíram 1,7% e as importações recuaram 7,9% em novembro de 2025, em termos homólogos, acumulando um crescimento de 0,6% e 4,3% desde o início do ano, divulgou hoje o INE.
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 4,5% em novembro face ao mesmo mês de 2024, com a mão-de-obra a subir 8,7% e os materiais 1,0%, segundo estimativa hoje divulgada pelo INE.
A criação de novas empresas atingiu um máximo histórico em 2025, ano em que foram constituídas de 53.030 empresas, mais 3,1% que em 2024, de acordo com o Barómetro da Informa D&B divulgado hoje.
As compras nos centros comerciais com pagamento eletrónico cresceram 10% em 2025, com os fins de semana a representarem mais de um terço da faturação, indica um estudo realizado para a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC).
A taxa de desemprego aumentou, em novembro de 2025, para os 6,3% na zona euro e os 6,0% na União Europeia (UE), face aos, respetivamente, 6,2% e 5,8% do mesmo mês de 2024, divulga hoje o Eurostat.
O consumo do sistema elétrico nacional bateu recordes esta terça-feira, ultrapassando pela primeira vez os 10 gigawatts (GW), segundo dados da REN, numa altura em que uma grande parte do país estava sob aviso amarelo devido ao frio.
Apesar de milhares de jovens terem recorrido à garantia pública para comprar casa, só um banco precisou de ativar o apoio do Estado desde o início da medida.
O acesso ao subsídio social de mobilidade (SSM) nas viagens entre as regiões autónomas e o continente passa a estar dependente da situação contributiva e tributária do beneficiário, mas não é exigida a apresentação de documentação adicional.
A taxa de inflação anual da zona euro desacelerou, em dezembro, para os 2,0%, quer face aos 2,4% homólogos, quer comparando com a de 2,15% registada em novembro, segundo uma estimativa rápida hoje publicada pelo Eurostat.