Dívida das famílias, empresas e Estado sobe para 811.200 milhões de euros em agosto

O endividamento do setor não financeiro (administrações públicas, empresas e particulares) aumentou 1.400 milhões de euros em agosto face a julho deste ano, somando 811.200 milhões de euros, informou hoje o Banco de Portugal (BdP).

© D.R.

Deste total, 445.000 milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 366.200 milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).

Em agosto, o endividamento do setor privado subiu 1.300 milhões de euros, com o endividamento das empresas privadas a aumentar 1.300 milhões de euros, essencialmente perante as empresas (1.000 milhões de euros), devido à emissão de títulos de dívida de longo prazo.

Já o endividamento dos particulares decresceu 100 milhões de euros, principalmente junto do setor financeiro.

Quanto ao endividamento do setor público, aumentou em 100 milhões de euros, traduzindo um acréscimo perante as administrações públicas (600 milhões de euros) e uma redução junto do exterior (500 milhões de euros).

Em termos homólogos, face a agosto de 2022, o endividamento das empresas privadas teve um crescimento praticamente nulo, após ter aumentado em julho 0,6% em relação ao mesmo mês homólogo do ano anterior.

Por sua vez o endividamento dos particulares decresceu 0,1% relativamente ao período homólogo, menos 0,4 pontos percentuais do que em julho.

O BdP atualiza em 23 de novembro as estatísticas relativas ao endividamento do setor financeiro.

Últimas de Economia

As empresas comunicaram 479 despedimentos coletivos até setembro, uma subida de quase 16% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados divulgados pela DGERT.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 14,2% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – ficou abaixo do registado em agosto (14,7%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,1%.
A petrolífera portuguesa fechou os primeiros nove meses de 2026 com lucros de 1,4 mil milhões de euros. O aumento da produção de petróleo e a valorização do crude contribuíram para resultados equivalentes a mais de cinco milhões de euros por dia.
Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai aumentar em 2027 para milhares de proprietários portugueses, na sequência da atualização automática do Valor Patrimonial Tributário (VPT). A subida será de 3% para os imóveis destinados à habitação e de 4% para edifícios de comércio, serviços e indústria abrangidos pela atualização.
A editora Deco Proteste alertou hoje que alguns proprietários podem estar a pagar mais IMI do que deveriam, quando o valor patrimonial do imóvel não reflete a evolução de determinados fatores usados no cálculo do tributo.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou que a plataforma IronFX e a entidade Notesco (BVI) Limited não estão autorizadas a exercer atividades de intermediação financeira em Portugal. Em comunicado, a CMVM alerta para o facto de nem a plataforma IronFX nem a entidade Notesco (BVI) Limited estarem autorizadas para o exercício de qualquer atividade de intermediação financeira em Portugal ou para qualquer outra atividade sob a sua supervisão.
O investimento público previsto para a habitação deverá sofrer uma redução de 63% em 2027, após o fim do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A quebra surge num período em que o acesso à casa continua a representar uma dificuldade para muitas famílias.
O Governo português pretende eliminar as restrições às rendas nos novos contratos, classificando-as como uma medida ideológica. Contudo, 23 países da OCDE mantêm mecanismos de regulação dos preços, incluindo economias como a Alemanha, França e Estados Unidos.
O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.