Politécnico de Castelo Branco critica modelo de financiamento adotado pelo Governo

O presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) criticou hoje o modelo de financiamento das instituições de ensino superior decidido pelo Governo, que “tem em linha de conta, exclusivamente, o número de estudantes”.

© Facebook do Politécnico de Castelo Branco

“Quando a tutela decide um modelo de financiamento das instituições de ensino superior que tem em linha de conta exclusivamente o número de estudantes e considera a utilização de ponderações diferenciadas entre subsistemas, politécnico e universitário, algo não está bem”, afirmou António Fernandes, durante a cerimónia comemorativa do 43.º aniversário do IPCB.

Este responsável considerou que essa “abordagem não está bem”, uma vez que os custos de funcionamento dos politécnicos e das universidades “não são diferentes”.

“Ao existirem diferenças nos ponderadores – considera-se que para a mesma área de formação o custo inerente nas universidades é maior do que nos politécnicos – está a promover-se uma discriminação negativa dos politécnicos e, obviamente, das suas comunidades académicas”, disse.

António Fernandes salientou que esta situação lhe parece “uma colisão com a valorização que a sociedade tem feito ao subsistema politécnico”.

Adiantou ainda que o modelo de financiamento “não considera qualquer mecanismo de compensação” destinado às instituições de menor dimensão localizadas em territórios de menor pressão demográfica.

“Existem custos fixos de funcionamento nas instituições que, pelo conceito que lhes é subjacente, não dependem do número de estudantes”, frisou.

O presidente do IPCB disse também que o potencial ganho implícito a economias de escala “encontra-se, naturalmente, limitado nas instituições de ensino superior mais pequenas e com maior dificuldade em crescer”.

Por isso, realçou que um fator de majoração do peso dos estudantes nas instituições que cumpram estes critérios “deveria ser considerado no modelo de financiamento, a bem da coesão territorial”.

Este responsável sublinhou que as decisões da administração local “terão forte impacto no futuro das instituições”.

Defendeu ainda que o apoio na construção de residências para alojamento estudantil “será um fator diferenciador para as instituições e para os respetivos territórios”.

No que diz respeito ao IPCB, disse que a instituição tem sido capaz de se adaptar, evoluir e transformar, e deu como exemplos a adaptação digital e a adaptação energética.

A adaptação da oferta formativa ao mercado de trabalho e às necessidades da sociedade foram também aspetos realçados pelo presidente do IPCB no seu discurso, tal como a evolução “notável” no número de novos estudantes.

“Em cinco anos, o IPCB cresceu cerca de 1.000 estudantes. O número de novos estudantes inscritos este ano letivo deverá rondas os 2.000, em licenciaturas, mestrados, cursos técnicos superiores profissionais, pós-graduações, unidades curriculares isoladas e microcredenciações”, sustentou.

António Fernandes frisou que a instituição quer “continuar a evoluir e transformar”.

“Estaremos em transformação com a intervenção superior a 5,5 milhões de euros para requalificação energética dos edifícios da Escola Superior Agrária, da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias e da Escola Superior de Tecnologia, com intervenções relacionadas com a aplicação de isolamento térmico, a instalação de novas luminárias LED, bombas de calor e sistemas de produção de energia elétrica com painéis fotovoltaicos”, referiu.

A designação de “Polytechic University” é outro dos aspetos salientado na transformação da instituição.

“O contexto é, e será, sempre muito desafiante. É por isso que insisto na cooperação intra e interinstitucional . Todos seremos responsáveis pelo futuro do IPCB”, concluiu.

Últimas do País

Um homem de 55 anos foi detido pela GNR por estar "fortemente indiciado" do crime de violência doméstica contra a mulher, de 48 anos, no concelho de Elvas, revelou hoje o Ministério Público (MP).
A Polícia Marítima apreendeu, nos primeiros nove meses deste ano, cerca de 100 mil litros de combustível no combate ao tráfico de droga, mais 45% do que em todo o ano de 2025, indicou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
Um homem de 87 anos morreu depois de permanecer quase 12 horas nas urgências do Hospital de Portimão, onde deu entrada com fortes dores abdominais e vómitos. O utente só terá sido chamado para a primeira observação médica durante a madrugada, acabando por ser encontrado inconsciente pouco depois. As tentativas de reanimação não tiveram sucesso.
Um homem de 76 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) na quarta-feira, em flagrante delito, pela autoria de um incêndio florestal em Guilhafonso, na Guarda. A PJ esclareceu que o homem pretendia limpar os seus terrenos, ateando o fogo em dois locais distintos, sem autorização, e acabou por perder o controlo do incêndio, colocando em risco zonas de povoamento vegetal e habitações.
Quatro rapazes, com apenas 9 e 10 anos, terão sido vítimas de abusos sexuais cometidos por um pedófilo de 36 anos. Foram os pais de uma quinta criança que impediram uma nova agressão e deram o alerta às autoridades. O suspeito acabou detido e está em prisão preventiva.
A Polícia Judiciária fez hoje buscas na Câmara de Matosinhos (PS) no âmbito de um inquérito em curso relativamente a serviços de assessoria de imprensa, confirmou esta autarquia.
Um incêndio que ocorreu hoje de manhã num prédio de três andares no centro de Aveiro deixou seis moradores temporariamente desalojados e causou um ferido ligeiro, disse a comandante dos bombeiros locais.
A Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo queixa-se do que considera ser a “degradação do serviço ferroviário” na região e tem uma concentração marcada para sexta-feira, em Évora, para exigir ao Governo melhores condições.
Quatro suspeitos encapuzados terão entrado num prédio no Monte do Estoril e efetuado vários disparos, num alegado ajuste de contas. No local ficaram invólucros de munições e vestígios de sangue. O grupo fugiu em duas viaturas, tendo uma delas sido localizada pela polícia em Alcabideche.
Ficha de avaliação identifica expressamente “PARTIDÁRIOS” como motivo para a não seleção de um candidato que, segundo a denúncia, é militante do CHEGA.