Ataque a sede de agência da ONU em Gaza causa vários mortos e feridos

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) denunciou hoje "um número significativo de mortos e feridos" no bombardeamento, no sábado, da sua sede na cidade de Gaza, agora ocupada por centenas de palestinianos deslocados.

© Facebook Israel Reports

O PNUD avisa em comunicado que “a tragédia contínua de civis mortos e feridos encurralados neste conflito (…) tem de acabar”.

“Os civis, as infraestruturas civis e a inviolabilidade das instalações da ONU devem ser respeitados e protegidos em todas as circunstâncias”, defende a agência da ONU.

Imagens da AFPTV também mostram hoje uma cratera no meio do pátio de uma escola gerida pela agência da ONU para os refugiados palestinianos (Unrwa) em Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza.

A escola foi atingida quando milhares de pessoas deslocadas se mudaram para lá, após cinco semanas de bombardeamentos incessantes por parte de Israel, em resposta ao ataque do movimento islamita Hamas no seu território, em 07 de outubro.

Segundo as autoridades israelitas, cerca de 1.200 pessoas, na sua maioria civis, foram mortas em Israel.

Os bombardeamentos israelitas por ar, terra e mar mataram pelo menos 11.000 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do Hamas, que deixou de fornecer números atualizados há 48 horas.

O ministério afirma que já não consegue estabelecer contacto com todos os hospitais e que dezenas de corpos se encontram espalhados pelas ruas e à volta dos hospitais, sem que nenhuma ambulância se possa aproximar devido à violência dos combates e dos ataques.

A agência da ONU para os refugiados palestinianos disse na sexta-feira que mais de 100 dos seus funcionários morreram na Faixa de Gaza desde o início da guerra.

Mais de 11 mil pessoas foram mortas e quase 27.500 ficaram feridas na Faixa de Gaza na guerra que eclodiu em 07 de outubro, na sequência de um ataque do Hamas contra Israel, no qual 1.200 pessoas foram mortas e 240 sequestradas.

Últimas do Mundo

O português escolhido para o Comité do Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina disse hoje à Lusa estar "muito contente" com esta eleição, que considerou ser um "reconhecimento da investigação" que tem desenvolvido nos últimos anos.
A esperança de vida à nascença aumentou em 2024 pelo terceiro ano consecutivo, para 81,5 anos, na União Europeia (UE), após os recuos registados na pandemia de covid-19, divulga hoje o Eurostat.
Mais de 90 pessoas em 72 países foram detidas pela Interpol e 45 mil servidores e endereços na Internet bloqueados numa operação contra crimes informáticos, anunciou hoje a agência.
A Google anunciou hoje o lançamento do Groundsource, uma metodologia baseada em IA Gemini que transforma milhões de relatórios públicos em dados estruturados para prever desastres naturais, entre os quais inundações ou ondas de calor.
Espanha teve este ano os meses de janeiro e fevereiro com mais chuva em quase meio século, disse hoje a Agência Estatal de Meteorologia do país (Aemet).
Mais de metade (51%) dos cidadãos da União Europeia (UE) não utilizaram os transportes públicos em 2024, um número que aumenta para 68% entre os portugueses, indicou na quarta-feira o Eurostat, o gabinete de estatísticas da UE.
A Provedora de Justiça Europeia alertou hoje para um aumento na falta de transparência das instituições da União Europeia (UE), o que excluiu a participação dos cidadãos, admitindo poder ser necessário rever legislação sobre a matéria.
As grandes ondas de calor, como a que atingiu a América do Norte em 2021, desencadeiam efeitos ecológicos em cascata frequentemente desastrosos mas também por vezes subtis, afetando a maior parte das espécies animais, segundo um estudo publicado hoje.
O Serviço de Informações de Segurança (SIS) alertou hoje para uma campanha promovida por um Estado estrangeiro para ter acesso a dados de contas do ‘WhatsApp’ e de ‘Signal’ de governantes, diplomatas e militares.
A Europol avisou hoje que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é atualmente considerado elevado, devido à guerra no Médio Oriente, e advertiu que o risco de ciberataques também deverá aumentar.