Governo brasileiro revê em baixa crescimento económico para 3% em 2023

O Governo brasileiro prevê um crescimento de 3% do produto interno bruto (PIB) em 2023, menos duas décimas do que a anterior estimativa, segundo um boletim macroeconómico divulgado hoje pelo Ministério das Finanças.

© D.R.

A revisão em baixa deve-se principalmente às fracas perspetivas do setor dos serviços para os dois últimos meses do ano.

O boletim refere ainda que a economia estagnou no terceiro trimestre (0,00%), embora espere uma recuperação no quarto período do ano.

De igual modo, o Ministério das Finanças brasileiro prevê uma descida da previsão da inflação de 4,8% para 4,6%, ao mesmo tempo que considera uma recuperação do mercado do crédito graças à descida gradual das taxas de juro.

A previsão de crescimento do Governo do Brasil é ligeiramente superior à do Banco Central, que espera que a economia cresça 2,9%, o que, a confirmar-se, será uma repetição do valor registado no ano passado.

A economia brasileira cresceu 3,7% no primeiro semestre do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, mas está a abrandar na segunda metade do ano.

Últimas de Economia

O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.
Comprar casa em Portugal nunca exigiu tanto esforço financeiro às famílias. O país atingiu, em 2025, o pior índice de acessibilidade à habitação desde 1995, liderando pela negativa uma lista de 33 países analisados pela OCDE. Na última década, os preços das casas mais do que duplicaram, enquanto os rendimentos cresceram apenas 33%.
O preço dos combustíveis para transporte individual na União Europeia teve um aumento homólogo de 31,4%, em setembro, segundo dados do serviço estatístico europeu, Eurostat.
O preço mediano dos 37.854 alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 18,4% no segundo trimestre face ao período homólogo, para 2.445 euros por metro quadrado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística.
Produzir em Portugal custa mais caro logo à partida. Os agricultores nacionais enfrentam um encargo adicional de quase 120 milhões de euros em combustível face aos concorrentes espanhóis, mesmo depois dos apoios públicos.
Ter filhos tornou-se um projeto cada vez mais difícil para os portugueses. O preço das casas e a instabilidade económica estão a adiar a formação de famílias, enquanto a natalidade continua abaixo do necessário para assegurar a renovação das gerações.
Mais de metade do valor que as famílias portuguesas pagam mensalmente pelo crédito à habitação destina-se a juros. A prestação média atingiu os 423 euros em setembro, dos quais cerca de 213 euros não servem para reduzir a dívida.
O Estado deverá gastar cerca de 10,2 milhões de euros em 2026 com pensões vitalícias atribuídas a antigos titulares de cargos políticos e ex-juízes do Tribunal Constitucional. A Caixa Geral de Aposentações contabiliza 281 beneficiários, dos quais 228 recebem mensalmente a prestação.
André Ventura acusou o Livre de incoerência política durante o debate de urgência sobre a habitação, esta quarta-feira, no Parlamento. O presidente do CHEGA criticou o voto contra a redução do IVA na construção, abordou os acampamentos de protesto e responsabilizou as políticas de imigração pelo agravamento da crise habitacional.
As reclamações dos consumidores de energia aumentaram 47% no terceiro trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2025, apesar de terem diminuído 12% em relação aos três meses anteriores, segundo dados divulgados pela ERSE.