Governo brasileiro revê em baixa crescimento económico para 3% em 2023

O Governo brasileiro prevê um crescimento de 3% do produto interno bruto (PIB) em 2023, menos duas décimas do que a anterior estimativa, segundo um boletim macroeconómico divulgado hoje pelo Ministério das Finanças.

© D.R.

A revisão em baixa deve-se principalmente às fracas perspetivas do setor dos serviços para os dois últimos meses do ano.

O boletim refere ainda que a economia estagnou no terceiro trimestre (0,00%), embora espere uma recuperação no quarto período do ano.

De igual modo, o Ministério das Finanças brasileiro prevê uma descida da previsão da inflação de 4,8% para 4,6%, ao mesmo tempo que considera uma recuperação do mercado do crédito graças à descida gradual das taxas de juro.

A previsão de crescimento do Governo do Brasil é ligeiramente superior à do Banco Central, que espera que a economia cresça 2,9%, o que, a confirmar-se, será uma repetição do valor registado no ano passado.

A economia brasileira cresceu 3,7% no primeiro semestre do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, mas está a abrandar na segunda metade do ano.

Últimas de Economia

A Euribor desceu, esta quarta-feira, a três meses e subiu a seis e a 12 meses para novos máximos desde outubro e julho de 2024, após o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu pela terceira semana consecutiva, fixando-se nos 255,97 euros, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.
Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes até agosto subiram 2,8% em termos homólogos, para 328.986 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
Eurostat revela nova queda dos postos de trabalho por preencher na zona euro e na União Europeia. Portugal fica de fora da comparação mais recente por ainda não ter dados disponíveis para o segundo trimestre.
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,946%, mais 0,010 pontos que na segunda-feira e um novo máximo desde outubro de 2024.
A Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses, nos dois prazos mais longos para novos máximos desde novembro e agosto de 2024, depois de o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira.
O CHEGA vai apresentar na próxima semana duas iniciativas legislativas destinadas a reduzir diretamente os encargos das famílias: IVA zero nos alimentos e uma descida do IVA aplicado aos combustíveis. O anúncio foi feito por André Ventura no Parlamento, com o partido a colocar o alívio fiscal sobre bens essenciais no centro da sua agenda política.
As rendas das casas por metro quadrado aumentaram 5,2% em agosto face ao mesmo mês de 2025, menos 0,1 pontos percentuais do que em julho, tendo todas as regiões registado crescimentos homólogos, informou hoje o INE.
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu hoje subir, pela segunda vez este ano, as taxas de juro em 25 pontos base, para 2,50%, repetindo o aumento acordado em junho.
O Banco Central Europeu (BCE) deverá anunciar um novo aumento nas taxas de juro na quinta-feira, em 25 pontos base e para o limite superior da zona neutra, estimam os analistas, depois da manutenção das taxas diretoras em julho.