UE reforça financiamento de treino de tropas com 194 milhões de euros

O Conselho da União Europeia (UE) aprovou hoje um reforço de 194 milhões de euros no financiamento do treino das Forças Armadas da Ucrânia, totalizando 225 milhões de euros.

© D.R.

A verba será atribuída através do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz e será convertida em equipamentos e materiais letais e não letais, bem como em serviços de apoio aos treinos, no âmbito da Missão de Assistência Militar da União Europeia de apoio à Ucrânia.

“A Ucrânia faz parte da União Europeia e estamos aqui para vos apoiar”, assegurou hoje o alto-representante para os Negócios Estrangeiros, disse Josep Borrell, em conferência de imprensa conjunta com o chefe da diplomacia da Ucrânia, em Bruxelas.

“Hoje dei ao ministro [dos Negócios Estrangeiros ucraniano] Dmytro Kuleba o nosso compromisso para com a Ucrânia e o nosso apoio para conseguir repelir o agressor. Nesse sentido, o 12.º pacote de sanções está a ser finalizado […], os Estados-membros aprovaram aumentar o financiamento da missão de treino, uma das mais bem-sucedidas, em quase 200 milhões de euros”, precisou.

Durante a conferência de imprensa, Borrell apontou o dedo a Moscovo, não só por continuar a invasão que começou há 649 dias, mas também o acusou de estar a alimentar o agravamento das tensões noutras regiões do planeta, nomeadamente o Médio Oriente, para desviar as atenções do conflito na Ucrânia.

O responsável europeu sublinhou o ataque com drones contra a capital nos últimos dias, o maior desde o início da invasão, em 24 de fevereiro de 2022.

Até à data, mais de 34 mil militares foram treinados no âmbito da Missão de Assistência Militar da União Europeia de apoio à Ucrânia, criada para ajudar Kiev a fazer face à invasão russa lançada em 24 de fevereiro de 2022.

O Mecanismo Europeu de Apoio à Paz é um instrumento extraorçamental destinado a aumentar a capacidade da UE para prevenir conflitos, construir a paz e reforçar a segurança internacional, permitindo o financiamento de ações operacionais com implicações militares ou de defesa no âmbito da Política Externa e de Segurança Comum.

Últimas do Mundo

O autor do ataque com carro a um mercado de Natal na cidade alemã de Magdeburgo que em dezembro de 2024 fez seis mortos e cerca de 330 feridos, foi hoje condenado a prisão perpétua.
Nove portugueses e lusodescendentes morreram na sequência dos dois sismos registados quarta-feira na Venezuela e que causaram centenas de vítimas, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
Quarenta e cinco por cento das cidades europeias bateram ou estão prestes a superar os máximos históricos de stress térmico durante a atual onda de calor no continente, indica um estudo publicado hoje pelo World Weather Attribution.
Mais de 100 voos foram cancelados hoje, à medida que duas tempestades tropicais se aproximam do Japão, tendo as autoridades recomendado a evacuação de certas zonas devido ao risco de inundações e deslizamentos de terra.
O Parlamento espanhol aprovou esta quinta-feira, por maioria absoluta de deputados, uma resolução em que pede ao primeiro-ministro, o socialista Pedro Sánchez, para se demitir ou, pelo menos, submeter-se a uma moção de confiança.
Anúncios com preços de dezenas de milhares de euros e descrições consideradas invulgares na plataforma para comprar e vender roupa pré-adquirida desencadearam uma onda de suspeitas de tráfico de menores nas redes sociais. O caso chegou às autoridades francesas, que decidiram abrir uma investigação.
Pelo menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas depois de dois fortes sismos terem atingido a Venezuela, declarou hoje a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.
Espanha registou pelo menos 212 mortes "atribuíveis à temperatura" entre domingo e quarta-feira, coincidindo com a onda de calor que atingiu o país, de acordo com estimativas do Instituto de Saúde Pública espanhol Carlos III hoje conhecidas.
As autoridades francesas emitiram esta quinta-feira avisos de tempestades severas e ampliaram o alerta vermelho de calor para 72 dos 100 departamentos, um dia depois de França ter chegado aos 30ºC, a temperatura média mais alta da sua história.
Um sismo de magnitude 7,1, com epicentro junto à capital Caracas, atingiu hoje a Venezuela, adiantou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).