Embaixador israelita na ONU rejeita cessar-fogo permanente em Gaza

Israel opôs-se hoje a um cessar-fogo permanente em Gaza, argumentando que servirá apenas para sustentar o “reinado de terror do Hamas”, nas palavras do seu embaixador nas Nações Unidas (ONU), Gilad Erdan.

© Facebook de Eli Cohen

Numa nova sessão do Conselho de Segurança dedicada à guerra de Gaza, e na presença de vários ministros dos Negócios Estrangeiros árabes, além do chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi – todos eles a favor de um cessar-fogo permanente -, Erdan argumentou que “pedir um cessar-fogo e a paz é um paradoxo”.

“Quem apoia um cessar-fogo está basicamente a apoiar a continuação do reinado de terror do Hamas em Gaza”, avaliou o diplomata.

Num momento em que está em negociação precisamente a extensão da trégua com o Hamas, primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, alertou hoje que Israel regressará à guerra quando terminar a atual fase de libertação de reféns na Faixa de Gaza, uma vez que “não há forma” de parar a sua ofensiva militar no enclave.

Apesar das suas palavras sobre o cessar-fogo, o embaixador Erdan afirmou que “os valores de Israel para preservar a vida (humana) podem ser vistos no terreno neste momento em Gaza”.

“Israel demonstrou uma clara vontade de trabalhar com qualquer organização internacional para melhorar a situação”, defendeu.

No entanto, lamentou que a ONU tivesse preferido “cooptar aqueles que não têm interesse real numa solução” e acusou novamente a organização de “transformar cada uma das suas agências numa arma contra Israel”.

Momentos antes, o secretário-geral da ONU, António Guterres, havia denunciado uma “catástrofe humanitária épica” em curso em Gaza e salientou que o nível de ajuda que entra no enclave continua “completamente inadequado”.

O líder da ONU observou ainda que estão a decorrer negociações intensas para prolongar as tréguas em Gaza, movimento que “saudou vivamente”, mas reiterou os apelos por um “verdadeiro cessar-fogo humanitário”.

Últimas do Mundo

O Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou na Assembleia da República um voto de pesar pela morte de Henry Nowak, jovem britânico de 18 anos assassinado no Reino Unido, num caso que gerou forte indignação internacional.
Centenas de pessoas saíram às ruas de Southampton, no Reino Unido, após a morte de Henry Nowak, o jovem de 18 anos que morreu depois de ter sido esfaqueado e inicialmente tratado pelas autoridades como suspeito. Vickrum Digwa, de 23 anos, acabou condenado pelo homicídio do estudante.
A ministra do Interior britânica defendeu hoje uma investigação à atuação da polícia, no ano passado, por deter e algemar erradamente uma vítima de esfaqueamento, mas alertou para a manipulação política do caso.
Um executivo da empresa norte-americana Walt Disney Company, detido num aeroporto de Moscovo em janeiro, foi hoje condenado a dois anos e meio de prisão por um tribunal russo por posse e tentativa de contrabando de droga.
Um português de 26 anos morreu após uma violenta agressão numa rua espanhola, num caso que está agora a ser investigado pelas autoridades de La Rioja.
A Comissão Europeia multou hoje a chinesa Temu em 200 milhões de euros por não detetar devidamente produtos ilegais, referindo que encontrou à venda na plataforma brinquedos para bebés, joias ou carregadores com elevados riscos de segurança.
Os aeroportos europeus estão a registar esperas até 3,5 horas nos controlos fronteiriços em períodos de pico e antecipam um verão “particularmente difícil”, apontando falta de efetivos e falhas técnicas na implementação do novo sistema europeu.
O YouTube passará a detetar e a identificar automaticamente os conteúdos criados por inteligência artificial (IA), informou hoje a empresa que pertence à Google, que até agora dependia dos criadores do conteúdo para etiquetar os vídeos.
Uma onda de calor está a atingir a Europa, com temperaturas recorde para maio e alertas das autoridades em países como Espanha, França, Irlanda, Reino Unido, Áustria e República Checa.
A obesidade está a abrandar em países da Europa Ocidental, incluindo Portugal, mas continua a aumentar de forma consistente em países de baixo rendimento, concluiu um estudo internacional com participação de investigadores da Universidade de Coimbra.