Mercado turístico norte-americano em alta na região Centro

O mercado norte-americano tem vindo a subir na região Centro e, apesar do contexto atual de inflação de preços, Portugal continua a ser visto no estrangeiro como um destino barato, disse o presidente da Turismo Centro de Portugal.

©D.R.

Em declarações à agência Lusa, Raul Almeida revelou que nos primeiros nove meses do ano, entre janeiro e setembro, a percentagem de turistas estrangeiros nas dormidas totais dos 100 municípios da região Centro subiu, atingindo 42% do total, com predominância do mercado espanhol, seguido do francês e com o mercado dos EUA em crescendo.

“Apesar de os nossos números serem um grande número de mercado interno, já houve um grande aumento de turismo estrangeiro nas dormidas. Espanha continua a ser o nosso maior mercado [estrangeiro], seguido de França. E temos evoluído muito o mercado dos Estados Unidos, que é um bom mercado, porque é um mercado que procura um turismo de qualidade, e fica muito tempo no número de dias que permanecem no território”, observou Raul Almeida.

Para o aumento de turistas norte-americanos, o presidente da entidade regional de turismo destacou a “arte de bem receber” portuguesa, a “qualidade do produto” e também as campanhas realizadas por entidades oficiais e operadores turísticos, nomeadamente os hotéis.

“Quando as pessoas são bem recebidas, é normal que, depois, passem a palavra e este mercado vá crescendo. Muitos destes turistas procuram qualidade e nós temos essa qualidade para oferecer”, observou o responsável da Turismo Centro de Portugal.

Já sobre os preços atuais praticados, Raul Almeida disse ser necessário fazer “um enquadramento da geopolítica mundial” atual, concretamente as guerras em curso e o “período inflacionista”, que tem reflexos no aumento dos custos de contexto dos operadores turísticos, de hotéis a restaurantes, que, ainda assim, fizeram “um grande esforço de qualificação”.

“Este esforço de qualificação e toda esta conjuntura económica tem repercussões, obviamente, no preço. Mas continuamos ainda a ser vistos como um destino barato para o turismo estrangeiro, e, se calhar, é muito por isso que o turismo estrangeiro também sobe”, observou Raul Almeida.

Quanto às perspetivas na região Centro para as épocas de Natal e Fim de Ano, o presidente da Turismo Centro de Portugal frisou não existirem ainda dados concretos, já que os inquéritos aos operadores turísticos sobre as reservas e outras informações só serão lançados na segunda semana deste mês.

“No entanto, pelos contactos informais que vamos tendo, temos a noção que está a ter uma grande afluência e estamos confiantes que essa grande afluência se venha a concretizar”, disse Raul Almeida.

Nesta época do ano, adiantou, os turistas, muitos dos quais aproveitam para fazer umas miniférias, procuram atividades relacionadas com a época natalícia — vilas natais ou pistas de gelo, entre outras — mas também a animação própria da quadra, especialmente as comemorações do Fim de Ano, promovidas por hotéis e autarquias.

Por outro lado, o turismo de natureza é um setor com grande procura: “Nesta altura do ano procura-se muito a atividade ao ar livre, percursos pedestres, caminhadas, complementadas com o turismo religioso e a gastronomia e vinhos”, indicou.

Últimas do País

Com casas destruídas, dias sem eletricidade e prejuízos que contam-se em milhares de euros, o Governo respondeu à tempestade Kristin com cheques de poucas centenas. População aponta os apoios como “desfasados da realidade” e incapazes de responder aos custos reais de recuperação.
Um homem morreu na madrugada de hoje no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, disseram à Lusa fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Proteção Civil.
Luís Montenegro declarou o prolongamento do estado de calamidade até dia 8 de fevereiro, logo após a reunião de Conselho de Ministros, em São Bento.
O Governo reúne-se hoje em Conselho de Ministros extraordinário para analisar a situação de calamidade, as medidas de prevenção para os próximos dias e a recuperação das zonas afetadas pela depressão Kristin.
A pilhagem de cabos elétricos na Marinha Grande, distrito de Leiria, é um dos motivos para a falta de água no concelho, um dos mais fustigados pela tempestade da passada quarta-feira, disse hoje o presidente da Câmara.
Cerca de 180 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 08:00 sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada da passada quarta-feira.
Todas as dez freguesias de Oleiros, no distrito de Castelo Branco, estão sem fornecidas de energia elétrica, com exceção de algumas zonas na sede de concelho, informou o presidente da Câmara Municipal.
Cerca de 198 mil clientes das E-Redes continuaram hoje às 13h00 sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada de quarta-feira.
Mais de 400 pessoas deram entrada nas urgências do hospital de Leiria com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução, anunciou hoje a Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria.
Carregados de pás, vassouras e sacos do lixo, centenas de voluntários juntaram-se hoje em Leiria, junto ao estádio municipal, para limpar e reerguer este concelho da região Centro, bastante afetado pela depressão Kristin, contando com pessoas de todo o país.