CoRe Capital entra em empresa de paletes de madeira em Viseu

A CoRe Capital entrou no capital da Palsystems, empresa que está sediada em Viseu e que produz paletes de madeira para o mercado nacional e europeu, no âmbito de um investimento feito em parceria com a WAM Investments.

© D.R.

“A Palsystems produz, comercializa e exporta um milhão de paletes de madeira de pinho por ano, o que a torna no quinto operador nacional do setor”, referiu aquela estrutura.

A sociedade gestora de capital de risco realizou este investimento em parceria com a WAM Investments, que detém 40% da empresa, “e pretende aumentar a capacidade da empresa através da modernização das linhas de montagem e do aproveitamento dos subprodutos da cadeia de produção para a cogeração energética”, avançou.

“A CoRe Capital projeta o crescimento da Palsystems para um mercado logístico em grande expansão através de dois eixos: dotar a empresa de maior capacidade de resposta à crescente procura internacional de paletes e reforçar a gestão para garantir maior eficiência num novo modelo de negócio sustentável e circular”, explicou Pedro Soares David, que é sócio da sociedade gestora de capital de risco e o novo presidente do conselho de administração da empresa de Viseu.

O responsável avançou que “o investimento vai ser orientado para a produção, aluguer, reutilização, reparação, renovação e reciclagem de paletes de madeira, com um grande foco no aproveitamento dos subprodutos do processo produtivo para cogeração de energia”.

Segundo o líder da WAM Investments, Adelino Costa Matos, “este investimento, em estreita colaboração com a CoRe Capital, é uma aposta estratégica conjunta na indústria nacional, focada na modernização, crescimento e competitividade”.

“Ambicionamos o reforço do posicionamento da Palsystems como um dos maiores e melhores fabricantes nacionais do setor, aumentando o seu nível de sustentabilidade e eficiência através da gestão circular dos recursos”, frisou.

A Palsystems, que tem mais de 60 trabalhadores, conseguiu 14 milhões de euros de vendas em 2022, 15% dos quais exportações.

“Com este investimento, a CoRe Capital continua a aposta na indústria transformadora nacional em setores de grande importância estratégica para a economia”, sublinhou Pedro Soares David.

O mercado das paletes em Portugal representa cerca de 124 milhões de euros por ano, um volume de negócios que cresceu cerca de 18% após a pandemia de covid-19.

Últimas de Economia

O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.
O preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal na União Europeia (UE) aumentou, em agosto, 23,8% na comparação homóloga, após as subidas de 13,7% em junho e de 16,9% em julho, segundo o Eurostat.
A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.
As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.
A produção na construção recuou 2,0% na zona euro e 1,8% na União Europeia (UE) em julho, face ao mesmo mês de 2025, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A taxa Euribor desceu hoje a três e a 12 meses e subiu a seis meses para um novo máximo desde outubro de 2024.
Contas provisórias apontam para um agravamento de 10 cêntimos no gasóleo e oito na gasolina já a partir de segunda-feira. A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis fecha os valores esta sexta-feira.
O Partido Socialista (PS) defende que é preciso aliviar a carga fiscal sobre os combustíveis, mas vai votar contra o projeto de lei do CHEGA que propõe reduzir temporariamente o IVA nos combustíveis de 23% para 13%. A decisão foi confirmada por José Luís Carneiro.