UE vai vigiar interferências digitais para condicionar eleições nos 27

A União Europeia (UE) está atenta a interferências digitais nas próximas eleições e condenou “quaisquer tentativas de ciberataques nos processos democráticos” dos 27 e de outros países parceiros, anunciou hoje o chefe da diplomacia europeia.

© D.R.

“A UE e os Estados-membros condenam veementemente a atividades cibernéticas maliciosas que atentam contra as instituições democráticas e processos eleitorais. Vamos monitorizar de perto quaisquer tentativas de ciberataques aos nossos processos democráticos, especificamente no contexto das próximas eleições europeias”, prometeu Josep Borrell em comunicado.

O alto-representante da UE para os Negócios Estrangeiros acrescentou que “a pressão está a acumular-se globalmente”, por isso, os 27 continuarão a “trabalhar com parceiros para os proteger de ciberameaças contínuas”.

O chefe da diplomacia europeia juntou-se à condenação feita pelo Reino Unido às tentativas de interferência eleitoral por parte da Rússia.

De acordo com um relatório divulgado hoje pelo Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido, consultado pela Lusa, Londres e países parceiros desmascararam uma campanha dos serviços de informação russos para interferir com a política britânica e os processos eleitorais do país.

No relatório sustenta-se que durante anos o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), uma organização militar conotada com os serviços secretos do Kremlin, desenvolveu inúmeras campanhas de desinformação e ciberataques com o propósito único de se imiscuir nas decisões políticas de Londres.

Últimas do Mundo

Três quartos do território francês vão estar em alerta máximo devido à onda de calor na quinta-feira a partir das 12h00 (11h00 em Lisboa), anunciou hoje o serviço meteorológico francês.
Investigadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriram três subtipos diferentes da pneumonia grave, o que pode ajudar a desenvolver tratamentos personalizados para os doentes, segundo um estudo divulgado na terça-feira.
Pelo menos 94 milhões de pessoas na Europa deverão sentir hoje temperaturas acima dos 35° Celsius, segundo os dados levantados pela agência de notícias AFP, com a maioria dos afetados em França e Espanha.
Quase 70 mil pessoas estão hoje sem eletricidade no departamento francês de Finistère (oeste) devido a uma avaria num transformador, provocada pelas altas temperaturas, num dia em que são esperados novos recordes de temperatura.
O número de crianças e adolescentes cuja educação foi interrompida por conflitos ou choques climáticos atingiu os 258 milhões e continua a aumentar, disse a ONU num relatório hoje publicado.
Uma central nuclear em França foi desligada na noite de segunda-feira devido a “restrições ambientais” relacionadas com a onda de calor, anunciou um porta-voz da unidade.
A polícia de Hong Kong levou hoje a tribunal um brasileiro que chegou ao aeroporto do território com quase três quilogramas de cocaína, no valor de mais de 210 mil euros.
As autoridades francesas anunciaram hoje que o país centro-europeu enfrenta uma semana de temperaturas recorde, numa onda de calor com máximas diurnas acima de 40 graus.
A polícia encontrou 2,7 toneladas de cocaína numa propriedade nos arredores de Sydney, na maior apreensão de droga alguma vez registada na Austrália, revelaram hoje as autoridades.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou hoje que vai demitir a liderança do Partido Trabalhista, iniciando o processo para a sua sucessão à frente do Governo dois anos após ser eleito com maioria absoluta.