UE vai vigiar interferências digitais para condicionar eleições nos 27

A União Europeia (UE) está atenta a interferências digitais nas próximas eleições e condenou “quaisquer tentativas de ciberataques nos processos democráticos” dos 27 e de outros países parceiros, anunciou hoje o chefe da diplomacia europeia.

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“A UE e os Estados-membros condenam veementemente a atividades cibernéticas maliciosas que atentam contra as instituições democráticas e processos eleitorais. Vamos monitorizar de perto quaisquer tentativas de ciberataques aos nossos processos democráticos, especificamente no contexto das próximas eleições europeias”, prometeu Josep Borrell em comunicado.

O alto-representante da UE para os Negócios Estrangeiros acrescentou que “a pressão está a acumular-se globalmente”, por isso, os 27 continuarão a “trabalhar com parceiros para os proteger de ciberameaças contínuas”.

O chefe da diplomacia europeia juntou-se à condenação feita pelo Reino Unido às tentativas de interferência eleitoral por parte da Rússia.

De acordo com um relatório divulgado hoje pelo Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido, consultado pela Lusa, Londres e países parceiros desmascararam uma campanha dos serviços de informação russos para interferir com a política britânica e os processos eleitorais do país.

No relatório sustenta-se que durante anos o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), uma organização militar conotada com os serviços secretos do Kremlin, desenvolveu inúmeras campanhas de desinformação e ciberataques com o propósito único de se imiscuir nas decisões políticas de Londres.

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