UE vai vigiar interferências digitais para condicionar eleições nos 27

A União Europeia (UE) está atenta a interferências digitais nas próximas eleições e condenou “quaisquer tentativas de ciberataques nos processos democráticos” dos 27 e de outros países parceiros, anunciou hoje o chefe da diplomacia europeia.

© D.R.

“A UE e os Estados-membros condenam veementemente a atividades cibernéticas maliciosas que atentam contra as instituições democráticas e processos eleitorais. Vamos monitorizar de perto quaisquer tentativas de ciberataques aos nossos processos democráticos, especificamente no contexto das próximas eleições europeias”, prometeu Josep Borrell em comunicado.

O alto-representante da UE para os Negócios Estrangeiros acrescentou que “a pressão está a acumular-se globalmente”, por isso, os 27 continuarão a “trabalhar com parceiros para os proteger de ciberameaças contínuas”.

O chefe da diplomacia europeia juntou-se à condenação feita pelo Reino Unido às tentativas de interferência eleitoral por parte da Rússia.

De acordo com um relatório divulgado hoje pelo Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido, consultado pela Lusa, Londres e países parceiros desmascararam uma campanha dos serviços de informação russos para interferir com a política britânica e os processos eleitorais do país.

No relatório sustenta-se que durante anos o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), uma organização militar conotada com os serviços secretos do Kremlin, desenvolveu inúmeras campanhas de desinformação e ciberataques com o propósito único de se imiscuir nas decisões políticas de Londres.

Últimas do Mundo

A plataforma de transmissão de vídeos YouTube admitiu que está a sofrer hoje interrupções em vários países, incluindo Portugal e os Estados Unidos.
O Governo de Espanha desbloqueou hoje 7.000 milhões de euros de ajudas a pessoas, empresas e municípios afetadas pelas tempestades das últimas semanas no país.
A Comissão Europeia iniciou hoje uma investigação formal à chinesa Shein por suspeitas de design aditivo, falta de transparência nas recomendações e venda de produtos ilegais na União Europeia (UE), incluindo conteúdos associados a abuso sexual de menores.
Peritos da ONU defendem hoje que os arquivos do pedófilo norte-americano Jeffrey Epstein mostram atrocidades de tal magnitude, carácter sistemático e alcance transnacional que poderiam ser consideradas legalmente como “crimes contra a humanidade”.
A rede social X, anteriormente Twitter, voltou ao normal por volta das 14h30 de hoje, após sofrer uma quebra em vários países uma hora antes, incluindo Estados Unidos, Portugal e Espanha, por causas ainda desconhecidas.
A Comissão Europeia foi alvo de buscas policiais em Bruxelas devido a suspeitas na venda de 23 imóveis ao Estado belga em 2024. A investigação está a cargo do Ministério Público Europeu, que confirmou diligências de recolha de provas.
Dados recentes da agência europeia FRONTEX indicam que, entre 2024 e 2025, mais de 100 mil pessoas entraram ilegalmente em Espanha pelas rotas do Mediterrâneo Ocidental e das Canárias. Cerca de 73% provêm de países sem conflitos armados generalizados.
As perdas seguradas por catástrofes naturais atingiram em 2025 os 127.000 milhões de dólares (cerca de 106.681 milhões de euros), ultrapassando os 100.000 milhões de dólares pagos pelo setor segurador pelo sexto ano consecutivo.
Uma operação policial europeia que incluiu 18 países e foi liderada por Áustria, Portugal e Espanha impediu a entrada em circulação de cerca de 1,2 mil milhões de euros em notas e moedas falsas de várias divisas.
A Comissão Europeia propôs hoje a criação de uma aplicação para reportar casos de cyberbullying e instou os Estados-membros a desenvolverem uma abordagem comum para combater o fenómeno, que atinge uma em seis crianças.