Interessados percebem condições políticas e estão a aguardar

O presidente da TAP, Luís Rodrigues, disse hoje que os interessados na compra da companhia portuguesa dizem compreender as condições políticas do país e estão a aguardar novidades.

©facebook.com/tapairportugal

“Informalmente, todos [os interessados] têm dito ‘percebemos perfeitamente as condições políticas, estamos a aguardar’”, afirmou Luís Rodrigues, em declarações no almoço de Natal com jornalistas, nas instalações da Cateringpor, empresa de catering do grupo TAP, em Lisboa.

O presidente da companhia aérea respondia a questões dos jornalistas, ainda que tenha começado por dizer que o objetivo da sua equipa é “que a TAP saia das notícias”, após um ano em que a transportadora foi um “saco de pancada, numa CPI [comissão parlamentar de inquérito] que se tornou num evento mediático”.

Parco em palavras, Luís Rodrigues disse não ver razão para que os interessados desistam da intenção de comprar a TAP, devido à situação política, mas admitiu que a privatização que o Governo de António Costa tinha intenção de concluir no primeiro semestre do próximo ano “não é fácil” de cumprir nos prazos anunciados, devido à dissolução do parlamento e às eleições legislativas antecipadas, em março.

“Eu não descarto nada, mas não depende de nós, é uma decisão do acionista”, respondeu o responsável, questionado sobre se o cenário de privatização em 2024 está afastado.

Quanto às obras no aeroporto de Lisboa, tendo em conta que o Governo aprovou em Conselho de Ministros determinar à ANA que concretize os investimentos previstos naquela infraestrutura, Luís Rodrigues defendeu que a Portela deve ter “as condições de funcionalidade e eficiência que qualquer aeroporto de uma cidade civilizada e moderna da Europa ocidental tem que ter”.

O presidente disse acreditar que 2023 pode ser “um bom ano” em termos de resultados económico-financeiros, tal como 2024 uma vez que não têm assistido a qualquer abrandamento nas reservas.

Em relação ao investimento da TAP no Porto ou no Algarve, Luís Rodrigues lembrou que a companhia tem um plano de reestruturação para cumprir até 2025 que não permite crescer em número de aviões nem de rotas e, por isso, “investir em qualquer sítio, significa desinvestir em outro sítio”.

“Se a qualquer momento se justificar tirar de Lisboa e do Porto e pôr no Algarve, essa análise será feita”, assegurou.

Últimas de Economia

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu 2,18 euros na última semana, fixando-se nos 253,47 euros.
O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu em junho 116,8 mil milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,9%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Gasóleo sobe nove cêntimos e gasolina até 3,5 cêntimos por litro. Portugal continua entre os países europeus onde abastecer custa mais caro, apesar das promessas de alívio fiscal.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos e o da gasolina subir 3,5 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC cedida à Lusa.
A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre, face ao período homólogo, para 40.716 imóveis destinados ao arrendamento de longa duração, segundo dados do portal 'online' de imobiliário Idealista.
A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.
Os encargos com o crédito à habitação continuam a aumentar. A taxa de juro implícita voltou a subir em junho e empurrou a prestação média para os 411 euros mensais. Nos novos contratos, as famílias já pagam, em média, 715 euros por mês, numa escalada que mantém a pressão sobre os orçamentos.
Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.
O preço mediano de alojamentos familiares foi de 2.076 euros por metro quadrado (euro/m2) em 2025, representando um aumento de 16,8% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.