Portugal entre os 4 países sem necessidade de aumentar impostos no longo prazo

Portugal é um dos quatro países que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) considera que não terão necessidade de aumentar impostos no longo prazo, devido ao “substancial esforço de consolidação fiscal" feito nos últimos anos.

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Num relatório divulgado hoje com cenários económicos a longo prazo atualizados, a OCDE prevê um aumento médio da pressão orçamental nos vários países da organização de 6,25 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2024 e 2060.

“Consequentemente, este é o montante médio que cada país precisaria de aumentar os impostos para evitar que os rácios da dívida pública bruta aumentem ao longo do tempo”, explica.

Segundo detalha a OCDE, “o esforço ultrapassaria os 9,0 pontos percentuais em nove países, incluindo os Estados Unidos, em alguns casos levando os níveis globais de tributação para acima de 55% do PIB”.

“Utilizando este indicador de pressão orçamental como métrica, todos os governos da OCDE teriam necessidade de aumentar os impostos neste cenário, exceto a Estónia e os Países Baixos (ambos com pouca ou nenhuma dívida pública líquida), bem como a Grécia e Portugal (ambos tendo feito esforços substanciais de consolidação fiscal nos últimos anos)”, lê-se no relatório.

Nos cenários hoje divulgados, a OCDE prevê, para Portugal, um crescimento potencial do PIB ‘per capita’ de 1,9% por ano no período 2020-2030 e de 1,8% entre 2030-2060.

Entre 2000 e 2007 e 2007-2020 este valor foi de 0,8%, refere a organização.

Já no que se refere à taxa de emprego potencial, as previsões da OCDE para Portugal são de um crescimento anual de 0,7% entre 2020-2030 e de 0,4% entre 2030-2060 (após um recuo de 0,3% entre 2000-2007 e de uma subida de 0,1% entre 2007 e 2020).

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