Em Portugal, PS e PSD têm medo de levar os banqueiros a julgamento

Existe um sentimento de impunidade em Portugal em relação aos poderosos. Devido a essa impunidade “os partidos do sistema têm medo de endurecer as medidas de combate à corrupção em especial no que diz respeito aos banqueiros”, disse Ventura

© Folha Nacional

O mais recente caso de corrupção e de tráfico de influência que levou à demissão do primeiro-ministro António Costa é, apenas a ponta do icebergue.

Em Portugal os crimes de ´colarinho branco´ sempre foram vistos como crimes não puníveis, porque existe um sentimento generalizado de que quem tem dinheiro não é julgado nem é preso.

Esta impunidade deve-se essencialmente a uma justiça lenta, legislação que a leva a ser ainda mais lenta e a uma enorme falta de vontade dos partidos do sistema (PS e PSD) mudarem as coisas.

São 50 anos deste estado de ‘arte’ em que os poderosos ficam impunes, os partidos do sistema seus vassalos, pois têm medo de os enfrentar.

“O CHEGA nasceu para combater  este sistema de impunidade, pois é uma vergonha situações como a de Ricardo Salgado que dez anos depois continua sem ser julgado”, disse o Presidente do CHEGA ao Folha Nacional.

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CHEGA voltou a exigir que a comissão de inquérito à gestão de Luís Neves na Polícia Judiciária avance no arranque da nova sessão legislativa. Aguiar-Branco mantém o processo em análise e ainda não deu luz verde à constituição da comissão. Partido liderado por André Ventura lamenta novo impasse num inquérito que considera ser um direito potestativo.
A Entidade para a Transparência (EpT) admitiu não ser possível determinar com "rigor e fidedignidade" quantos titulares de cargos políticos e altos cargos públicos estão atualmente obrigados a apresentar declarações de rendimentos e interesses.
A Entidade para a Transparência (EpT) reconheceu que não concluiu a verificação de todas as declarações únicas de interesses e rendimentos do atual Governo, sublinhando que há processos a aguardar decisões do Tribunal Constitucional sobre que informação declarar.
Um estudo aos 25 Governos Constitucionais revela que quatro em cada dez ministros assumiram pastas sem licenciatura ou pós-graduação relacionada com a tutela. Apenas 20,9% tinham especialização académica avançada na área que ficaram responsáveis por governar.
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O CHEGA exigiu explicações sobre o polémico negócio das novas fragatas para a Marinha e Nuno Melo vai mesmo ter de comparecer no Parlamento. A Comissão de Defesa aprovou por unanimidade a audição do ministro da Defesa a pedido do CHEGA sobre a aquisição de três fragatas italianas, num investimento estimado em 3,9 mil milhões de euros, um dos maiores investimentos na Defesa portuguesa.
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