Espanha com maior número de chegadas de migrantes em ‘pateras’ desde 2018

Mais de 51.700 pessoas entraram em Espanha desde o início do ano de forma irregular em embarcações precárias, o número mais elevado dos últimos cinco anos, segundo dados oficiais divulgados hoje.

© Facebook Open Arms

Entre 01 de janeiro e 15 de dezembro, revelam os dados do Ministério da Administração Interna, chegaram às costas espanholas do Mediterrâneo e do Atlântico (neste caso, às ilhas Canárias) 51.739 pessoas, que entraram em Espanha de forma irregular a bordo de 1.684 embarcações precárias conhecidas no país como ‘pateras’.

O número de chegadas de migrantes nesta situação a Espanha até 15 de dezembro já superou o registado em qualquer ano civil completo desde 2018, quando as autoridades espanholas registaram a entrada de 57.498 pessoas a bordo de ‘pateras’.

Nos anos seguintes, os maiores números foram atingidos em 2020 e 2021, com cerca de 40.100 entradas em cada ano, sendo que em 2022 o número tinha caído para 28.930 pessoas.

Cerca de 72% das chegadas de migrantes por esta via a Espanha este ano foram registadas nas ilhas Canárias, que desde o verão lidam com um pico inédito de entrada de pessoas em embarcações precárias.

Até 15 de dezembro chegaram às Canárias 561 ‘pateras’ e foram acolhidos 37.187 migrantes, mais 140% do que em 2022, segundo as estatísticas do Governo espanhol.

Nunca as Canárias tinham registado, num único ano, um número tão elevado de migrantes em embarcações precárias.

Espanha atribui à desestabilização política na região africana do Sahel e às condições meteorológicas excecionalmente boas dos últimos meses, entre outros motivos, a chegada recorde de migrantes este ano às Canárias.

O governo espanhol tem também insistido em que as fronteiras de Espanha, no sul do país e nos arquipélagos das Canárias e das Baleares, são também fronteiras da Europa e a resposta ao fenómeno da migração irregular tem de ser “uma obrigação partilhada” dentro da União Europeia e não apenas uma responsabilidade dos países que são primeira entrada.

Numa ida às Canárias na semana passada, a comissária europeia com a pasta da imigração, Ylva Johansson, disse que a União Europeia está “muito muito perto de fechar” o pacto para as migrações e asilo e que espera que tal aconteça ainda este ano.

Ylva Johansson afirmou que o fenómeno migratório “é um verdadeiro desafio” para as Canárias e disse às autoridades autonómicas e de Espanha que “não estão sozinhas”, prometendo apoio de Bruxelas.

O fenómeno migratório é “uma responsabilidade partilhada” e exige “uma resposta europeia”, acrescentou.

Últimas do Mundo

O número de insolvências de empresas na Alemanha atingiu em 2025 o nível mais alto dos últimos 20 anos (17.604), de acordo com uma análise divulgada hoje pelo Instituto Leibniz de Investigação Económica de Halle (IWH).
A igreja católica de Espanha vai assumir a reparação de centenas de vítimas de abusos sexuais cujos casos não podem já ter resposta por via judicial, segundo um acordo assinado hoje entre a Conferência Episcopal e o Governo.
A justiça britânica aplicou penas de prisão a três residentes de Epping, em Essex, que, somadas, superam a condenação do imigrante ilegal responsável por crimes sexuais que desencadearam os protestos.
Os aeroportos europeus de Amesterdão, Bruxelas e Paris tiveram hoje de cancelar centenas de ligações aéreas, incluindo para Portugal, devido à queda de neve e vento, de acordo com as autoridades locais.
A secção do Ministério Público federal alemão responsável pelo combate às ameaças terroristas anunciou hoje que vai investigar a hipótese de terrorismo e sabotagem no apagão em parte de Berlim, ocorrido sábado.
Os agricultores da União Europeia (UE) terão ao seu dispor, no próximo quadro financeiro plurianual 2028-2034, um montante reservado de 293,7 mil milhões de euros, garantiu hoje a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Um ato de sabotagem contra a rede elétrica mergulhou bairros inteiros do sudoeste de Berlim no caos, afetando dezenas de milhares de pessoas, empresas e serviços essenciais. As autoridades alemãs falam agora num ataque deliberado reivindicado por um grupo extremista.
Mais de 150 residentes tiveram hoje de ser retirados de um complexo de habitação pública em Hong Kong, devido ao segundo incêndio a atingir um bairro social em dois dias.
O Governo português confirmou e lamentou hoje a morte da cidade portuguesa que foi desaparecida após o incêndio ocorrido numa Estância de Esqui em Crans-Mointana, na Suíça, na noite do fim de ano.
Milhares de residências no sudoeste de Berlim afetadas por um corte de quase 24 horas no fornecimento de energia elétrica recuperaram-no esta madrugada, enquanto as autoridades investigam uma possível sabotagem.