Pedro Nuno Santos foi “duplamente desonesto” sobre entendimentos do PSD com o CHEGA

O líder do PSD considerou hoje duplamente desonestas as declarações do novo secretário-geral do PS sobre um entendimento entre os sociais-democratas e o CHEGA, garantindo que vai cumprir a sua palavra nesta matéria.

© Facebook/PSD

“Se Pedro Nuno Santos não está habituado a ter posições sérias e consequentes, não é um problema meu. Eu estou e eu já disse o que é que pensava e nem sequer preciso de repetir e vou cumprir a minha palavra”, afirmou Luís Montenegro aos jornalistas em Aveiro.

Na terça-feira, no jantar de Natal do grupo parlamentar socialista, Pedro Nuno Santos considerou que as declarações do ex-presidente social-democrata Pedro Passos Coelho pretenderam “defender um entendimento do PSD com o CHEGA” na sequência das eleições antecipadas de 10 de março.

Para o secretário-geral do PS recentemente eleito, o antigo primeiro-ministro social-democrata “apenas veio dizer aquilo que o líder do PSD também quer, mas não consegue assumir”.

“O líder do PSD, que não consegue assumir ao que vem e o que quer fazer caso não consiga condições para governar, é um líder do PSD que também não consegue decidir”, acusou Pedro Nuno Santos.

Questionado hoje sobre essas declarações, Luís Montenegro acusou Pedro Nuno Santos de ter sido “duplamente desonesto”, alegando que nem Pedro Passos Coelho defendeu um entendimento com o CHEGA, nem a sua posição “é suscetível de ser colocada em dúvida”.

“O que eu acho é que há cidadãos a precisar de resposta para poderem ter acesso à habitação e jovens casais que querem ter acesso às creches. Há portugueses que querem ter acesso aos serviços de saúde. Isso é o que eu acho que é o mais importante”, salientou o presidente social-democrata.

A “tentativa da chamada esquerda política portuguesa de tentar deturpar as palavras dos oponentes políticos é um esforço que não resolve nada”, salientou ainda Luís Montenegro, ao garantir que se recusa a contribuir para isso.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial António José Seguro assumiu sem rodeios que usará todos os poderes de Belém para impedir soluções governativas à direita.
Apesar do estado de calamidade decretado em dezenas de concelhos após a tempestade Kristin, António José Seguro afasta qualquer adiamento das eleições presidenciais. O candidato sublinha que o processo já está em curso, lembra o voto antecipado em mobilidade e garante que estão asseguradas condições para votar no próximo domingo, numa posição que contrasta com a defendida por André Ventura.
O partido liderado por André Ventura exige explicações urgentes sobre indemnizações, resposta das seguradoras e atrasos no apoio a famílias e empresas afetadas pelo temporal que deixou mortos, destruição e prejuízos milionários.
O CHEGA quer levar o ministro da Agricultura ao Parlamento para explicar por que razão os agricultores afetados pela tempestade Kristin continuam sem liquidez, apesar das promessas de milhões anunciadas pelo Governo.
André Ventura diz que não existem condições mínimas para eleições e propõe suspender a segunda volta das eleições presidenciais a Belém, enquanto as populações lutam para sobreviver.
O Ministério Público angolano quer Ricardo Leitão Machado como arguido por suspeitas de burla qualificada em negócios avaliados em centenas de milhões de dólares. O empresário é cunhado do ministro da Presidência e está no centro de uma investigação que atravessa Angola, Portugal e os Estados Unidos.
Frederico Perestrelo Pinto, de 25 anos, passará a auferir 4.404 euros brutos mensais, um valor próximo do vencimento de um deputado. Nomeação assinada por três ministros levanta dúvidas.
O candidato presidencial André Ventura pediu hoje ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para cancelar a visita a Espanha, prevista para sexta-feira, para poder estar junto das populações afetadas pelo mau tempo.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que parece que o país está "sem rei nem roque", criticando a ida do Presidente da República para fora do país e o não acionamento do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
A ministra da Administração Interna será chamada ao Parlamento para explicar a resposta à tempestade Kristin e as falhas do SIRESP, numa audição exigida pelo CHEGA, depois de relatos de comunicações cortadas e populações isoladas.