Ministros da Cultura e do Trabalho chamados ao parlamento sobre Lusa e Global Media

Os ministros do Trabalho e da Cultura vão ser chamados com urgência ao parlamento, sobre a reestruturação do Global Media Group (GMG) e a aquisição da participação da Lusa pelo Estado, após aprovação de requerimentos do PCP e BE.

© Folha Nacional

Os requerimentos do PCP e do BE, entregues na quarta-feira, foram hoje aprovados por unanimidade na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto.

O PCP requereu audições urgentes com os ministros da Cultura e do Trabalho sobre a reestruturação do Global Media Group (GMG) e a aquisição da participação da agência Lusa por parte do Estado.

A bancada comunista pediu também para ouvir no parlamento as direções demissionárias do Jornal de Notícias, da TSF, de O Jogo e do Dinheiro Vivo, que fazem parte do GMG.

Num terceiro requerimento, o PCP considera que as direções demissionárias do Jornal de Notícias, TSF, Jogo e Dinheiro Vivo devem também ser ouvidas no âmbito da Comissão parlamentar de Cultura e Comunicação Social.

Já o BE solicitou a audição urgente da ministra do Trabalho sobre a situação dos trabalhadores do Global Media Group, tendo pedido para ouvir o ministro da Cultura sobre o mesmo tema e sobre a estrutura acionista da Lusa.

No dia 06 de dezembro, em comunicado interno enviado no primeiro de dois dias de greve de trabalhadores do grupo, a Comissão Executiva da GMG, liderada por José Paulo Fafe, confirmou que iria negociar com caráter de urgência rescisões com 150 a 200 trabalhadores e avançar com uma reestruturação que disse ser necessária para evitar “a mais do que previsível falência do grupo”.

No final de julho, o fundo de investimento World Opportunity Fund, com sede nas Bahamas, um chamado “paraíso fiscal”, passou a deter 51% do capital social da Páginas Civilizadas, a qual controla, diretamente e indiretamente, 50,25% da Global Media e 22,35% da agência de notícias Lusa.

O Governo anunciou em 30 de novembro que o processo de compra, pelo Estado, de 45,7% da agência Lusa pertencentes à Global Media e à Páginas Civilizadas falhou por “falta de um consenso político alargado”.

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