Rei da Jordânia alerta EUA para “repercussões catastróficas” da guerra em Gaza

O Rei Abdullah II da Jordânia alertou hoje para as "repercussões catastróficas" da guerra israelita em Gaza durante um encontro com o chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, segundo um comunicado do seu gabinete.

© Facebook de Rei Abdullah II

O monarca jordano defendeu a necessidade de pôr termo à “trágica crise humana” na Faixa de Gaza e reiterou a importância do papel dos Estados Unidos na pressão sobre Israel para um cessar-fogo imediato em Gaza.

Referiu que os Estados Unidos podem pressionar Israel em relação à proteção dos civis e na garantia da entrega de ajuda humanitária e médica à Faixa de Gaza de forma adequada e sustentável.

“O Rei reafirmou que a região não gozará de estabilidade sem uma solução justa para a questão palestiniana e sem a obtenção de uma paz justa e abrangente baseada na solução de dois Estados”, segundo o comunicado.

De acordo com o documento divulgado em Amã, ilustrado com uma fotografia do encontro das duas delegações, Abdullah II reiterou que a Jordânia rejeita a “deslocação forçada de palestinianos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza”.

Alegou que tal deslocação constitui “uma clara violação” do direito internacional e defendeu a necessidade de permitir que a população de Gaza regresse às suas casas.

Disse igualmente a Blinken que a Jordânia rejeita quaisquer tentativas de separação entre Gaza e a Cisjordânia, “uma vez que constituem uma extensão do único Estado palestiniano”.

Condenou ainda os atos de violência cometidos por colonos extremistas contra os palestinianos e considerou inaceitáveis violações dos locais sagrados islâmicos e cristão em Jerusalém.

Tais atos devem ser combatidos antes que provoquem uma “explosão da situação na região”, alertou.

Blinken está na Jordânia no âmbito de uma viagem pelo Médio Oriente para tentar encontrar formas de resolver o atual conflito entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas, que governa a Faixa de Gaza.

O encontro com Abdullah II seguiu-se a uma reunião do secretário de Estado norte-americano com o ministro dos Negócios Estrangeiros jordano, Ayman Safadi.

O ministério jordano disse num comunicado que Safadi exortou Blinken a pôr termo à guerra na Faixa de Gaza e a proteger os civis no enclave palestiniano sitiado.

Durante uma escala em Creta no sábado à noite, Blinken sublinhou a importância de “garantir que o conflito não se alastre”.

“Uma das preocupações reais é a fronteira entre Israel e o Líbano, e queremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que não haja uma escalada”, acrescentou.

O Hezbollah libanês disparou dezenas de foguetes contra uma base militar no norte de Israel no sábado, no que descreveu como a primeira resposta ao assassinato, atribuído a Israel, do número dois do Hamas na terça-feira, perto de Beirute.

A guerra em Gaza foi desencadeada por um ataque do grupo islamita Hamas contra Israel em 07 de outubro, que provocou 1.200 mortos e duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas.

Desde então, Israel lançou uma ofensiva contra o pequeno enclave costeiro palestiniano que provocou 22.700 mortos, de acordo com um balanço das estruturas de saúde do Hamas.

Últimas do Mundo

A afluência às urnas na cidade suíça de Lugano para as eleições presidenciais deste ano em Portugal é a ser maior do que nos anteriores atos eleitorais, apesar da crónica abstenção elevada, sobretudo numa eleição que exige voto presencial.
A impossibilidade de votar por correspondência e a escassez de urnas de voto presenciais vão impedir muitos emigrantes portugueses de votarem nos Estados Unidos, à semelhança do que aconteceu em eleições presidenciais anteriores.
O número de mortos no incêndio que destruiu um complexo residencial em Hong Kong no final de novembro subiu para 168, anunciaram hoje as autoridades, confirmando tratar-se do balanço final após a conclusão das operações de identificação.
Espanha recebeu no ano passado 97 milhões de turistas internacionais, mais 3,5% do que em 2024 e um recorde nos registos do país, segundo uma estimativa oficial divulgada hoje pelo Governo.
A rede social X anunciou na quarta-feira que implementou medidas para impedir que a sua ferramenta de inteligência artificial Grok dispa "pessoas reais", em resposta às críticas e à pressão das autoridades de vários países.
A autoridade suíça da concorrência anunciou hoje que abriu uma investigação contra a ‘gigante’ americana Microsoft relativamente ao preço das suas licenças.
Portugal determinou na quarta-feira o encerramento temporário da embaixada no Irão, quando ocorrem manifestações massivas contra o regime iraniano, anunciou hoje o Ministério dos Negócios português.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou hoje que 2025 foi um dos três anos mais quentes desde que há registos.
A Google atualizou a sua política de controlo parental para que os pais tenham de dar o seu consentimento antes que um menor possa desativar a supervisão parental gerida pelo ‘Family Link’ na sua conta Google.
A coproprietária do bar La Constellation, na estância de esqui suíça Crans-Montana, onde morreram 40 pessoas num incêndio em 01 de janeiro, incluindo uma portuguesa, ficou hoje em liberdade condicional, decidiu o tribunal do cantão de Valais.