Manifestantes frente ao parlamento israelita pedem renúncia do Governo e eleições

Dezenas de manifestantes exigiram hoje em frente ao parlamento israelita (Knesset), em Jerusalém, a demissão do Governo do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e a convocação de eleições no país.

©facebook de Israel Reports

 

Os manifestantes bloquearam o acesso às instalações parlamentares e exigiram “eleições já”, mas posteriormente foram retirados por agentes da polícia israelita, que detiveram uma das pessoas no local, segundo a imprensa israelita.

Os organizadores do protesto denunciaram as “ações falhadas” do Executivo israelita e “a sua disfunção”, bem como “o abandono” pelas autoridades dos mais de cem reféns ainda na Faixa de Gaza, apontando ainda “os danos fatais à reputação de Israel”.

Protestaram ainda contra “o contínuo incitamento e divisão” promovidos tanto por Netanyahu como por outros ministros da coligação governamental, “e o desvio de orçamentos em favor de interesses pessoais à custa do público em geral”.

Os protestos em Israel contra o Governo – o mais à direita da história do país – e a sua gestão desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em 07 de outubro, já levou milhares de israelitas a manifestarem-se nas ruas nos últimos meses e a pedirem a demissão de Netanyahu.

O primeiro-ministro israelita também está com um dos mais baixos índices de popularidade e, segundo os seus opositores, está a tomar decisões sobre a ofensiva militar em Gaza de acordo com seus interesses pessoais, agindo de forma que possa permanecer no poder enquanto a guerra continua no enclave palestiniano.

A questão dos reféns que estão retidos na Faixa de Gaza – pouco mais de uma centena deles estão vivos e cerca de 25 mortos -, que as autoridades ainda não conseguiram resolver após mais de três meses de guerra, é uma questão que tem vindo a desgastar confiança no Governo, especialmente entre as famílias dos sequestrados.

Últimas do Mundo

Dezasseis membros de uma rede de prostituição chinesa foram detidos e 26 mulheres exploradas sexualmente foram libertadas em Espanha, declararam hoje as autoridades locais.
O Parlamento Europeu aprovou ontem a sua posição sobre a polémica proposta conhecida como 'Chat Control'. Contudo, o texto acabou por sofrer alterações graças a propostas apresentadas pelo grupo Patriots for Europe, onde se integram os eurodeputados do CHEGA.
As autoridades da autonomia espanhola da Andaluzia indicaram hoje que há 19 pessoas desaparecidas no incêndio em Los Gallardos, Almeria, que causou pelo menos 12 mortos e oito feridos.
O número de cidadãos portugueses e lusodescendentes que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela em 24 de junho aumentou para 104 e há 57 desaparecidos, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
O mês de junho foi o mais quente de que há registo na Europa Ocidental e o segundo mais quente no mundo, tendo em conta as temperaturas registadas em terra e no mar, indicou hoje o Serviço Copernicus.
Uma em cada cinco pessoas pode vir a ter cancro ao longo da vida, estima a Organização Mundial da Saúde (OMS) num relatório sobre a doença que atingiu mais de 20 milhões de pessoas em 2024.
Um médico alemão de cuidados paliativos foi hoje condenado a prisão perpétua pelo homicídio de 15 pacientes com grandes doses de sedativos, sendo suspeito de inúmeros outros assassinatos, anunciou um tribunal de Berlim.
Adolescente imigrante atraiu a vítima, de 13 anos, para um parque e esfaqueou-a mortalmente. Tribunal rejeitou a tese de legítima defesa e condenou o jovem à pena máxima prevista para menores.
O número de cidadãos portugueses e lusodescendentes que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela há uma semana subiu para 96 e registam-se 60 portugueses desaparecidos, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
A Polícia Judiciária (PJ) deteve três suspeitos e identificou oito vítimas numa operação internacional de combate ao tráfico humano e exploração sexual, que fez mais de mil detidos em 59 países.