Procura nos transportes coletivos urbanos com aumento de 21% em 2023 – Governo

A procura nos transportes coletivos urbanos aumentou em 2023, com uma subida de 21% do número de passageiros transportados no Metropolitano de Lisboa, na Metro do Porto e na Transtejo/Soflusa face a 2022, anunciou hoje o Governo.

©D.R.

 

Em comunicado, o Ministério do Ambiente e da Ação Climática, que tutela os transportes urbanos, indica que, em 2023, foram transportados um total de 260,446 milhões de pessoas nos três operadores de transporte coletivo urbano, uma subida de 21% tendo em conta que em 2022 utilizaram estes mesmos operadores 214,630 milhões de passageiros.

Segundo o Governo, por meio de transporte, a Metro do Porto transportou no ano passado 79,070 milhões de passageiros (65,185 milhões em 2022), o Metropolitano de Lisboa 161,717 milhões (133,642 milhões em 2022) e a Transtejo/Soflusa 19,659 milhões (15,803 milhões em 2022).

Por meses, março de 2023 foi o mês em que o Metropolitano de Lisboa teve mais procura, com 15,194 milhões de passageiros a utilizarem este meio de transporte, seguido do mês de outubro, que registou 14,923 milhões de passageiros.

Na ligação fluvial entre Lisboa e a Margem Sul, os meses de maio e agosto foram os que registaram maior procura na Transtejo/Soflusa, com 1,771 e 1,734 milhões de passageiros, respetivamente.

Em relação à Metro do Porto, destaca-se a procura registada nos meses de maio e outubro, que ultrapassou os sete milhões de passageiros, com 7,391 e 7,278 milhões respetivamente.

O Ministério do Ambiente comparou ainda os dados de 2023 com os de 2019, quando a operação das empresas ainda não tinha sido afetada pela pandemia covid-19, verificando que, na Metro do Porto e na Transtejo os passageiros transportados no ano passado superaram a procura registada em 2019, em 11% e 2%, respetivamente.

Apesar de se assistir a um aumento do número de passageiros, a procura no Metropolitano de Lisboa “ainda está 7% abaixo da verificada em 2019”, acrescenta.

De acordo com o Ministério, ao longo de 2023 e devido às obras de expansão da rede, o Metropolitano de Lisboa “apresentou restrições na circulação que, provavelmente, não permitiram maior retoma da procura”.

No quadriénio 2019-2022, através do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos (PART), do Programa de Apoio à Densificação e Reforço da Oferta de Transporte Público (PROTransP) e de dotações extra para manter a oferta durante o período de pandemia, o Ministério do Ambiente e da Ação Climática mobilizou mais de 905 milhões de euros para os transportes públicos.

No Orçamento do Estado para este ano está contemplada a criação do programa “Incentiva +TP”, que substitui o PART e o PROTransP, o qual será financiado por consignação de parte das receitas das taxas de carbono, no valor de 360 milhões de euros, aos quais acrescem 50 milhões de euros para a manutenção dos preços dos passes.

Desde 01 de janeiro estão disponíveis passes gratuitos para jovens estudantes até aos 23 anos, uma medida inscrita no Orçamento do Estado.

Últimas de Economia

Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai aumentar em 2027 para milhares de proprietários portugueses, na sequência da atualização automática do Valor Patrimonial Tributário (VPT). A subida será de 3% para os imóveis destinados à habitação e de 4% para edifícios de comércio, serviços e indústria abrangidos pela atualização.
A editora Deco Proteste alertou hoje que alguns proprietários podem estar a pagar mais IMI do que deveriam, quando o valor patrimonial do imóvel não reflete a evolução de determinados fatores usados no cálculo do tributo.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou que a plataforma IronFX e a entidade Notesco (BVI) Limited não estão autorizadas a exercer atividades de intermediação financeira em Portugal. Em comunicado, a CMVM alerta para o facto de nem a plataforma IronFX nem a entidade Notesco (BVI) Limited estarem autorizadas para o exercício de qualquer atividade de intermediação financeira em Portugal ou para qualquer outra atividade sob a sua supervisão.
O investimento público previsto para a habitação deverá sofrer uma redução de 63% em 2027, após o fim do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A quebra surge num período em que o acesso à casa continua a representar uma dificuldade para muitas famílias.
O Governo português pretende eliminar as restrições às rendas nos novos contratos, classificando-as como uma medida ideológica. Contudo, 23 países da OCDE mantêm mecanismos de regulação dos preços, incluindo economias como a Alemanha, França e Estados Unidos.
O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.
Comprar casa em Portugal nunca exigiu tanto esforço financeiro às famílias. O país atingiu, em 2025, o pior índice de acessibilidade à habitação desde 1995, liderando pela negativa uma lista de 33 países analisados pela OCDE. Na última década, os preços das casas mais do que duplicaram, enquanto os rendimentos cresceram apenas 33%.
O preço dos combustíveis para transporte individual na União Europeia teve um aumento homólogo de 31,4%, em setembro, segundo dados do serviço estatístico europeu, Eurostat.
O preço mediano dos 37.854 alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 18,4% no segundo trimestre face ao período homólogo, para 2.445 euros por metro quadrado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística.