Sondagem vai mostrar como os portugueses “olham” a história e a democracia

A forma como os portugueses "olham" a história e a democracia vai ser aferida através de “uma mega sondagem” promovida pela comissão comemorativa dos 50 nos do 25 de Abril que se assinalam este ano.

© Facebook de Maria Inácia Rezola Clemente

 

A comissária responsável pelas comemorações, Maria Inácia Rezola, lembrou que este tipo de sondagem já foi realizada nos 30 e 40 anos da revolução portuguesa de 1974 e que agora nos 50 anos terá atualizações, “no que diz respeito à perceção do processo de descolonização, um dos temas que só agora começa a ser debatido”.

Portugal manteve durante 13 anos (entre 1961 e 1974) uma guerra pela manutenção das colónias em África (Angola, Moçambique e Guiné Bissau). A descolonização foi um processo complexo, mas constava do programa do Movimento das Forças Armadas, que derrubou o antigo regime ditatorial.

Este estudo de opinião “vai permitir perceber se essa imagem que nós temos que os portugueses estão reconciliados com o seu passado histórico corresponde com a realidade”, adiantou Rezola.

Vai permitir também perceber como é que os portugueses nascidos depois do 25 de Abril “percecionam o que é o 25 de Abril e o que representou para a sua história, para as suas vidas concretas”, disse.

A comissária adiantou que os resultados da sondagem serão apresentados antes do dia 25 de Abril.

Os 50 anos do 25 de Abril estão a ser assinalados desde 2022, ano em que Portugal passou a viver mais tempo em democracia do que em ditadura.

As comemorações vão prolongar-se até 2026, para que se assinalem também os 50 anos da aprovação da Constituição, da formação do I Governo Constitucional, a eleição do Presidente da República, a realização de eleições regionais nos Açores e na Madeira e das autárquicas.

Últimas do País

O partido liderado por André Ventura apresentou uma proposta para o Orçamento do Estado para 2027 que pretende dar prioridade no acesso às creches aos filhos de cidadãos portugueses que exerçam uma atividade profissional.
A Proteção Civil alertou hoje para o risco de inundações e cheias em Portugal continental devido à passagem da depressão Bruna, que irá provocar chuva e vento fortes e agitação marítima.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve entre domingo e hoje 10 pessoas no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, suspeitas de utilizarem documentos falsificados em voos provenientes de Atenas, na Grécia.
O IPMA alertou para chuva, vento e agitação marítima no continente a partir de domingo, devido à depressão Bruna, que deverá afetar o país até 13 de novembro.
A PSP recebeu hoje de manhã um alerta de ameaça de bomba num avião da Ryanair que iria sair do aeroporto de Lisboa com destino a Roma, revelou hoje aquela polícia.
Dois homens, de 24 e 27 anos, foram detidos pela PSP depois de transformarem dois apartamentos municipais devolutos, na Quinta do Loureiro, em Lisboa, em armazéns de droga. A operação permitiu apreender 23 quilos de heroína, a maior quantidade desta substância confiscada este ano pelas forças de segurança portuguesas, além de cocaína, haxixe, liamba, dinheiro e munições.
Um adolescente de 15 anos foi identificado pela Polícia Judiciária como suspeito de violar e roubar uma rapariga menor de idade no interior do prédio onde esta reside, em Oeiras. O jovem está ainda indiciado por outros crimes de roubo e agressão. Por ter menos de 16 anos, não pode ser responsabilizado criminalmente, tendo sido entregue ao pai e apresentado ao Tribunal de Família e Menores.
A Polícia Judiciária de Aveiro deteve um homem de 34 anos suspeito de usar receitas falsas para comprar medicamentos que seriam utilizados para fabricar drogas ou para consumo direto, segundo informou o órgão de polícia criminal.
Uma mulher espanhola foi detida em Badajoz, suspeita de ter vendido os seis filhos, com idades entre um e 11 anos, a outras famílias. Duas das crianças, de um e três anos, foram localizadas em Portugal e encaminhadas para instituições de acolhimento.
Um homem de 55 anos foi detido pela GNR por estar "fortemente indiciado" do crime de violência doméstica contra a mulher, de 48 anos, no concelho de Elvas, revelou hoje o Ministério Público (MP).