Bombeiros sapadores concentrados no parlamento para pedir subsídio de risco

Cerca de meio milhar de bombeiros sapadores de todo o país estão concentrados hoje frente à Assembleia da República, em Lisboa, para reivindicar a atribuição de um subsídio de risco e que a profissão seja considerada de desgaste rápido.

© Folha Nacional

 

“Não há bombeiros sapadores sem risco” ou “é preciso arder a assembleia”, são algumas das mensagens que se podem ler em tarjas colocadas no gradeamento junto à escadaria da Assembleia da República.

A concentração, que reúne bombeiros sapadores de todo o país, foi convocada de forma “informal”, através das redes sociais, segundo disse à agência Lusa Carlos Coelho, do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, explicando que a ação serve para colocar na “agenda política” os problemas destes profissionais.

“Não é por oportunismo. É apenas por ‘timming’. Estamos com uma classe política que está quase a ir a eleições e queremos que os partidos políticos tenham em atenção que a classe dos bombeiros sapadores tem imensas carências”, apontou.

Segundo disse à Lusa um dos participantes do protesto, a concentração conseguiu reunir mais de 500 bombeiros sapadores.

A atribuição de um subsídio de risco “efetivo” e o reconhecimento dos bombeiros sapadores como uma profissão de “desgaste rápido” são as principais reivindicações destes profissionais.

No mesmo sentido, Paulo Carvalho, do Regimento de Sapadores Bombeiros do Porto, lamentou que os sucessivos governos não tenham olhado para estes profissionais “com o devido respeito e reconhecimento”, defendendo a necessidade de o futuro Governo “valorizar a carreira dos bombeiros”.

“Cada vez que mexeram no nosso estatuto, cada vez que mexeram na nossa carreira foi para prejudicar. Uma delas é os 60 anos e seis meses para a reforma. É irrisório. Nós temos uma profissão de desgaste rápido. Temos uma profissão de risco e estamos constantemente em ambientes hostis”, apontou.

Os profissionais preveem ficar concentrados junto da Assembleia da República até cerca das 21:00.

Há cerca de uma semana, um conjunto de dirigentes sindicais dos bombeiros sapadores portugueses concentrou-se junto ao Palácio de Belém para pedir ao Presidente da República apoio para as suas reivindicações, exigindo um tratamento semelhante ao resto das forças de segurança por parte do Governo.

Estas reivindicações acontecem num momento em que se discutem aumentos dos subsídios de risco para a Polícia de Segurança Pública (PSP) e Guarda Nacional Republicana.

Últimas do País

Os dez municípios abrangidos pelas seis barragens transmontanas concessionadas à Movhera anunciaram hoje que vão pedir nova audiência à Autoridade Tributária (AT) para saber o que é feito dos 335,2 milhões resultantes dos impostos devidos por esta transação.
A comissão de utentes da Fertagus vai apresentar uma queixa à Comissão Europeia contra o Estado português por permitir que os passageiros sejam diariamente transportados em condições “fora do padrão europeu” e com riscos para a saúde, foi hoje anunciado.
O Tribunal de Arcos de Valdevez decretou prisão preventiva a uma mulher de 42 anos, detida por suspeita de exercer violência psicológica e física contra o seu ex-companheiro de 43 anos, revelou hoje a GNR.
A Fábrica de Pólvora de Vale de Milhaços, no concelho do Seixal, é um dos sete locais patrimoniais mais ameaçados da Europa escolhidos pela principal rede europeia da sociedade civil dedicada ao património, a Europa Nostra.
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) indicou hoje calcular que os prejuízos causados pelo mau tempo nos quartéis ascendem a 6,6 milhões de euros e não incluem os danos em mais de 20 viaturas.
O projeto-piloto de cuidados continuados domiciliários vai ser alargado às unidades locais de saúde que queiram aderir, depois de ter abrangido, em média, 550 utentes por dia, em situação de dependência, doença terminal ou convalescença, foi hoje anunciado.
Mais de metade dos utentes referenciados para cuidados paliativos no SNS em 2024 morreram antes da admissão, mais do que nos dois anos anteriores, revela um estudo do regulador da Saúde.
A Área Metropolitana de Lisboa, com 18 municípios, contabiliza prejuízos de cerca de 270 milhões de euros devido ao mau tempo, revelou hoje o presidente do Conselho Metropolitano, ressalvando que o levantamento dos danos ainda não está concluído.
A Associação Académica de Coimbra decidiu excluir o partido CHEGA de todas as atividades académicas promovidas pela estrutura estudantil, impedindo a sua participação em eventos políticos, culturais e cívicos organizados pela associação. A deliberação foi aprovada por larga maioria em Assembleia Magna.
A saúde mental dos portugueses é pior entre os jovens adultos face à população acima dos 55 anos, apesar dos laços familiares fortes e hábitos alimentares saudáveis, fatores socioculturais habitualmente associados a essa diferença geracional.